O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 09/08/2020

Os filósofos alemães Adorno e Horkheimer propõem o conceito de “indústria cultural”, cujas ideias estão relacionadas à padronização de valores comunicados pela mídia. Nesse sentido, influenciadores digitais, produtores de conteúdo do YouTube, Instagram e Facebook estão inseridos no contexto atual, possuem milhões de seguidores, principalmente compostos por jovens telespectadores. Portanto, é importante analisar o impacto desses influenciadores na vida dos jovens brasileiros que estão cada vez mais conectados às redes sociais.

Conhecendo o poder dos influenciadores digitais, as empresas estão investindo nessas celebridades para promover seus produtos devido à ampla influência do público e à capacidade de moldar comportamentos, pois conseguem abordar os seguidores de forma natural e inspirar seus desejos . Acompanhe as tendências da moda e do estilo de vida. A grande publicidade feita por essas celebridades prova isso, mas os pais devem orientar seus filhos para não serem o simples alvo dessa estratégia de marketing, que muitas vezes abandona a moralidade em nome do incentivo ao consumo.

Além disso, é importante mencionar que os “youtubers” são tendenciosos para as atitudes das pessoas, o que pode ajudar a moldar o caráter dos jovens em uma base frágil. Um exemplo é Júlio Cocielo, cujas piadas são consideradas racistas e têm impacto negativo na mídia. Comportamentos como esses são inaceitáveis ​​porque reforçam estereótipos e distorcem a visão de mundo dos jovens, o que confirma a visão de Adorno de que a cultura popular não apenas nos torna menos inteligentes, mas também imorais.

Portanto, fica claro que os influenciadores digitais têm o direito de persuadir e motivar os jovens brasileiros a agirem. Portanto, pais e familiares são responsáveis ​​por verificar o conteúdo dos vídeos assistidos nas plataformas online e lembrar aos filhos os métodos de manipulação da mídia para converter obras de arte em commodities e estimular o consumo por meio da evacuação do público. Espera-se que isso desenvolva uma inteligência emocional entre os jovens, permitindo que façam escolhas e julgamentos sábios e fiquem longe da “indústria cultural”.