O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 19/08/2020
De acordo com o filósofo Pierre Lévy, o mundo virtual influencia no comportamento dos indivíduos. Ao seguir essa linha de raciocínio, percebe-se a falta de senso crítico diante das inúmeras publicações, isso ocorre devido a ineficácia do setor escolar, por conseguinte, atitudes como o consumo exacerbado se torna cada vez mais comum.
Em primeira instância, é fundamental ressaltar o papel das escolas em desenvolver a capacidade crítica dos discentes. Segundo Jean Piaget, educar é criar mentes capazes de verificar e criticar tudo que a elas é imposta. No entanto, tal prerrogativa não tem sido praticada no Brasil, sendo que muitas vezes o ensino é monótono, com a antiga pedagogia de ensinar as disciplinas e apenas exigir notas altas. Dessa forma, os jovens tornam suscetíveis a qualquer influência externa, sem capacidade para escolher e pensar antes de agir. Logo, consequência surgem e o desequilíbrio social é notório. Ademais, convém analisar ainda, que as compras supérfluas são crescentes diante de uma sociedade influenciada pelas postagens nas redes sociais. Consoante os pensadores da Escola de Frankfurt, Theodor Adorno e Max Horkheiner, existe uma manipulação nas propagandas e publicidades com a intenção de promover o consumo. Nesse viés, evidencia-se que a geração de conteúdo é por pessoas famosas, blogueiras com muitos seguidores, a fim de atingir uma parcela maior, moldar as atitudes dos cidadãos e fazê-los agir com uma liberdade ilusória.
Infere-se, portanto, que medidas precisam ser tomadas para dirimir a influência dos meios comunicativos nas atitudes da sociedade. Em vista disso, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável pela qualidade do ensino, instruir os alunos sobre valores sociais, seus direitos e deveres, além de desenvolver o senso crítico, por meio de palestras e debates abertos ao público que retratam a realidade do mundo contemporâneo e a importância de ser autor e não coadjuvante da sua história, com a finalidade de formar cidadãos que não são influenciados pelo consumismo exacerbado e padrões moldados pela internet. Assim, a geração futura não terá os mesmos problemas que a atual.