O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 05/09/2020

O poder de uma só pessoa: milhares ao alcance das mãos

Dissuasão por floresta sombria. Termo cunhado por Cixin Liu em sua magnífica trilogia, “O problema dos três corpos”, que, em suma, é a única forma de estratégia mantenedora da vida humana na Terra. O ato de convencer alguém a fazer algo, mesmo que tal ação não seja de sua “natureza”, não está apenas na ficção, mas também no mundo digital. Influenciadores digitais norteiam as concretizações do verbo fazer e ter hodiernamente. Todavia, necessário seria a boa intenção da nova classe propagandística para que o respeito aos direitos humanos seja mantido.

Uma classe surge, proveniente da massa popular, majoritariamente, que conquistou o poder de influenciar outros internautas. Essa nova “ordem” presente na hierarquia humana é de grande importância midiática, uma vez que seu público é maciçamente jovem e com capacidade aquisitiva. Com isso, há a necessidade da existência do bom senso entre influenciador e influenciado, como no seguinte exemplo: uma garota, “seguida” por milhares de pessoas nas redes sociais, pesquisa, analisa e busca emanar tal compreendimento sobre algo ao seu público. De forma responsável, ela repassou informações confiáveis, garantindo de maneira indireta a saúde (física, mental ou emocional) daqueles milhares. Entretanto, se a osmose informacional não realiza-se da maneira antes descrita, prejuízos emergem. Fobias, aversões, conflitos e discriminações estão entre as consequências do mal uso do poder conquistado. A falta de senso é o normal, e o embasamento consciente é incomum. Fake news e produtos de má qualidade rondam pela rede. Tudo graças à irresponsabilidade dos influencers.

Não obstante, há exemplos que ofuscam o arquétipo da busca pela fama e prestígio social, como as situações em que a pujança é alcançada por aqueles que desejam visibilidade para relatar inconcebíveis conjunturas socioespaciais (guerras e repressões como a ocorrida com George Floys, nos Estados Unidos da América, por exemplo). Sem tal poder, intervenções não ocorreriam nem protestos tomariam as ruas.

Conquanto, quer seja usada com racionalidade, quer seja com a ausência do comprometimento para com o bem estar do próximo, as mídias digitais são fundamentalmente imprescindíveis à sociedade. Para garantir que o certo seja feito, discursos motivando a boa ação e debates realizados em escolas públicas e privadas acerca desse tema, por meio da implementação por parte da junta administrativa docente, levará os alunos (e indiretamente seus familiares) a adotarem práticas de respeito e cuidado relativos à influência digital. Assim, a formação dos jovens estará em um bom caminho.