O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 31/08/2020
Anteriormente restrito ao futebol, o sonho de ascensão social rápida se expandiu para o mundo digital e atraiu uma legião de sonhadores. Embora existam casos de sucesso, assim como no esporte, a fama não é garantida e, por isso, possuir uma formação complementar é imprescindível. Infelizmente, poucos internautas valorizam esse detalhe e arriscam o futuro profissional, produzindo conteúdos on-line em detrimento da qualificação acadêmica.
Primeiramente, segundo Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa que se pode usar para mudar o mundo”. A considerar a competitividade do mundo contemporâneo, tem-se em vista a importância da formação superior no mercado de trabalho, visto que as exigências profissionais se intensificam com as mudanças no comportamento da sociedade. De acordo com dados do “Comitê Gestor da Internet” (CGI), os brasileiros gastam mais de nove horas por dia nas redes sociais; logo, a procura por trabalhadores que saibam usar as mídias digitais cresce vertiginosamente, implicando na especialização dos indivíduos que queiram pleitear uma vaga de emprego.
Paralelamente a isso, com os brasileiros passando mais tempo conectados ao ambiente virtual, o gradiente de personalidades cibernéticas, também conhecidos como “influenciadores digitais”, aumentou, já que a maioria desses atuantes apresenta boas condições de vida e status social. Nessa perspectiva, muitas pessoas acreditam que o processo para alcançar a fama é fácil e, em decorrência desse pensamento, deixam os estudos de lado na tentativa de conseguir “seguidores” e de se lançar no mercado do marketing digital. Contudo, assim como no esporte, a seleção de profissionais é rígida e desumana, podendo ser uma fonte de estresse e de desmotivação para quem não passar no filtro e, sem uma profissão, sintomas depressivos podem aparecer, em virtude da frustração e do desemprego.
Em síntese, o impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens no Brasil pode gerar problemas econômicos e sociais, pois se um jovem se frustrar ao não atingir a fama como “influencer” e nem ter uma graduação superior, entrará para o rol dos desempregados e, talvez, dos doentes mentais. Portanto, cabe ao governo inserir a disciplina de “Tecnologias e vida digital” nas escolas, por meio de um projeto de lei enviado ao congresso, para que os estudantes tenham orientação de como se prepararem para a vida profissional no universo virtual, a fim de evitar que o não sucesso nesse meio seja o fim da carreira profissional dos jovens, pois, com uma formação complementar, poderão ter uma profissão que os promova bem-estar. Com essa ação, espera-se conscientizar os estudantes na preparação para o mercado de trabalho e evitar o desemprego, destruindo a concepção de que ser influenciador digital não necessita de uma formação adjacente.