O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 02/09/2020

Em janeiro de 2018,o youtuber americano Logan Paul,com 13 milhões de inscritos,durante uma viagem ao Japão,filmou o corpo de um homem enforcado em Aokigahara,a floresta do suicídio.Apesar do choque momentâneo,Logan não somente deixou essa parte no vídeo,como também fez piadas e comentários inapropriados,desrespeitando a vítima e chocando seus seguidores.Tendo esse fato polêmico como exemplo,é necessário salientar,por conseguinte,o impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens.

Em primeiro lugar,evidencia-se a influência negativa sobre o público infantil.Segundo a pedagoga Hellene Oliveira Cabral,”a criança age por imitação,apropriando-se de experiência que se transformam em conhecimento”.Ou seja,vídeos que ensinam a fazer brincadeiras perigosas com os amigos,se ferir ou esconder coisas dos pais geram um conflito na mente da criança,que deseja imitar as atitudes de seu ídolo,ainda sem maturidade suficiente para discernir certo e errado.Um exemplo disso é o caso de Ana Carolina la Picirelli,que expôs no Facebook sobre o filho de 6 anos,cujo comportamento e alimentação mudaram para pior após assistir demasiadamente aos vídeos de Luccas Neto.

Soma-se a isso os problemas emocionais causados no jovem.Em 2019,a influenciadora brasileira Viih Tube postou um vídeo sobre sua dieta para emagrecer 5 quilos em 5 dias bebendo apenas leite.Esse tipo de abordagem é muito perigosa,visto que incentiva o jovem a fazer dieta por conta própria,sem procurar auxílio profissional e idealizar um corpo perfeito padronizado.A normalização desse tipo de comportamento pode causar,não somente autoestima baixa,como também distúrbios alimentares,ansiedade e depressão.

Diante do exposto,é imprescindível uma melhor abordagem sobre o impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens.Dessa maneira,é necessário garantir o acompanhamento dos pais no conteúdo que os filhos assistem,vendo  vídeos junto com eles,objetivando ver o conteúdo que as crianças estão assimilando e controlar seu tempo nas redes sociais.Ademais,é viável que o Ministério da Educação,juntamente com profissionais da área de psicologia,crie campanhas educativas das escolas para falar sobre o assunto,visando abordar sobre o lado bom e ruim dos influenciadores e os tipos de ensinamentos que não fazem bem ao jovem.Dessa maneira,o Brasil poderá ajudar a manter a diversão dos jovens sem sofrer as consequências negativas que podem ser passadas para as próximas gerações