O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 02/09/2020

Os influenciadores digitais podem ser pessoas, marcas ou grupos que se popularizam em redes sociais gerando conteúdo a um público que acompanha e, eventualmente, compartilham suas informações. Nesse sentindo, atualmente, os digitais influencers são produtores de conteúdos, principalmente, para YouTube e Instagram, que possuem milhões de seguidores em suas contas, esses na maioria jovens. Assim, é importante analisar que tais influencers podem incentivar seu público ao consumismo e a construção negativa do caráter.

Deve-se destacar, primeiramente, que os digitais contribuem para o consumo excessivo de produtos divulgados por eles. De maneira análoga, é possível perceber que neste momento vive- se em uma sociedade consumista que impõe o seu estereótipo de beleza, cultura, etc. Tais influencias impostas pela mídia são, muitas vezes, negativas, pois, os indivíduos se esforçam para serem enquadrados nos padrões impostos pela indústria cultural.

Ademais, destaca-se o caráter desfavorável na formação dos adolescentes. Só para ilustrar, de acordo com uma pesquisa da Qualibest, cerca de 71% dos jovens brasileiros seguem algum tipo de influenciador, e dentre tais influenciadores estão inclusos aqueles com atitudes preconceituosas ou que ferem a Constituição Brasileira. Um exemplo disso é o “youtuber” Júlio Cocielo que fez piadas consideradas racistas e teve uma repercussão negativa na mídia. Sendo assim, pode se percebido que comportamentos como esse são inaceitáveis, pois reforçam estereótipos e distorcem a visão de mundo dos jovens, confirmando a ideia de Adorno, que a cultura de massa não apenas nos torna menos inteligentes, mas também incapazes de agir moralmente.

É evidente, portanto, que os influenciadores digitais tem o domínio de influenciar na concepção dos jovens brasileiros. Por isso, cabe aos pais e familiares verificarem o conteúdo dos vídeos assistidos nas plataformas onlines e alerta-los sobre a manipulação que existe na mídia para transformar a arte em mercadoria e estimular o consumo por meio da alienação das massas. Espera-se com isso desenvolver nos jovens uma inteligência emocional que permita fazer escolhas e julgamentos criteriosos, afastados da “indústria cultural”.