O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 06/09/2020
O termo Indústria Cultural, criado pelos filósofos Adorno e Horkheimer, tem como ideia principal a padronização de valores transmitidos pelos veículos de comunicação. Similarmente, no contexto atual estão inseridos os influenciadores digitais, os quais produzem diariamente conteúdos para internet e tem como público alvo jovens e adolescentes. Dessa forma, é perceptível problemas ligados a má formação dos jovens e a falta de policiamento por parte dos familiares.
Em primeira análise, é válido destacar que a existência dos influenciadores no campo digital se tornou um problema, uma vez que os mesmos passam a influenciar de forma negativa os seus seguidores o que consequentemente contribui de forma desfavorável na formação dos jovens. Segundo a Youpix, cerca de 70% dos jovens brasileiros seguem pessoas nas redes que praticam atitudes preconceituosas, o que muitas vezes, leva crianças e adolescentes a terem práticas similares.
Ademais, a ausência de fiscalizações por parte das famílias e plataformas, fazem com que diversos conteúdos nocivos viralizem nos meios onlines. Em julho de 2018, o “youtuber” Júlio Cocielo, em um de seus vídeos apresentou piadas ofensivas de cunho racial, o que repercutiu negativamente nos meios midiáticos. De forma análoga, comportamentos como esse reforçam estereótipos e distorcem a visão de mundo dos jovens o que faz analogia a ideia de Adorno, que a cultura de massa nos torna menos inteligentes e incapazes de agir moralmente.
Portanto, cabe aos pais e familiares, verificarem os conteúdos visualizados por seus filhos e alertar por meio de conversas sobre a manipulação dos meios midiáticos e os impactos negativos que eles podem ocasionar, reforçando assim, o perigo desses meios quando usados de forma incorreta e evitando que eles tenham uma má formação no que diz respeito ao caráter do jovem. Assim, desenvolveremos pessoas com grande inteligência emocional e afastados da “Indústria Cultural”.