O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 01/09/2020

Para filósofo francês Sartre, em seu conceito de comportamento humano, sustenta a ideia de que o homem é livre para escolher seu modo de agir, contudo, é responsável pelas consequências provenientes dessas escolhas. Entretanto, no que se refere aos influenciadores digitais, os jovens não escolhem caminhos baseados em preferências o que, sem dúvidas, ocasiona sérios problemas no âmbito atual. Essa situação configura como um difícil entrave social que necessita ser superado. Nesse sentido, alguns fatores são intrínsecos a esse fato como o incentivo à padronização e o estímulo à prática do consumo exacerbado. Dessa forma, é perceptível a necessidade de ações que atuem revertendo o cenário vigente.

A priori, é válido ressaltar que o comportamento de padronização social funciona como manutenção dos desafios enfrentados pelos jovens no pais. Tal realidade pode ser evidenciada ao analisar as abordagens temáticas usadas pelos “influencers” que, em sua maioria, buscam moldar o estilo de vida, o faz com que muitos jovens se martirizem para conseguir alcançar situação apresentada por esses profissionais do mundo moderno. Essa conduta acarreta uma “pandemia” de doenças psicológicas nesse mundo virtual. Para o sociólogo, Emile Durkheim, a sociedade deve ser composta por membros que necessitam estar saudáveis e em perfeito funcionamento, o que não vigora com a atuação dessas pessoas nas redes sociais. Dessa forma, é imprescindível que os influenciadores digitais busquem pautar sua conduta e trabalho em ações que visem responsabilidade social.

Outrossim, é importante destacar que ao incentivar, de forma persuasiva ao consumo, essa atitude, também, funciona como catalisador do considerável empecilho. Segundo a pesquisa da Youpix, quase 90% dos jovens atualmente se sentem impactados pelos influenciadores nas redes sociais. Nessa perspectiva, grandes empresas utilizam esse veículo como precursor de seus produtos e como fonte de pesquisa para saber quais produtos e ideias são absorvidas pelos consumidores, o que leva ao consumo exarcerbado e ínutil de determinados produtos, pois tais profissionais vendem a ideia de que o indivíduo precisa de objeto divulgado para a sensação de felicidade. Desse modo, “sine qua on”, ou seja, urgente a proposição de medidas lenitivas para alterar esse panorama.

Logo, ao analisar as consequências advindas dos influenciadores digitais cabe a mídia, que para o filósofo Noam Chomsky é uma grande influenciadora, abordar a temática de que não deve haver um padrão social, em novelas e propagandas de horário nobre, com o fito de erradicar qualquer tentativa, muitas vezes irresponsável, dos indivíduos de se encaixar nesses padrões. Portanto, cabe também a sociedade, principalmente aos pais, prepararem os jovens para esse “bombardeio” de informações e condições, por meio de palestras e rodas de conversa, com a finalidade de escassear o consumo excessivo.