O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 01/09/2020

Na Atenas da antiguidade, qualquer cidadão podia apresentar uma acusação em juízo. Como exemplo disso, tem-se o filósofo Sócrates, foi acusado de ateísmo e de corromper os jovens com a sua filosofia, sendo, assim, condenado à morte. No entanto, percebe-se, nos dias atuais, aspectos análogos no que tange ao impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens. Dessa forma, essa conjuntura social reflete em um cenário desafiador para sociedade hodierna. Esse fator é decorrente, tanto pela alienação do público, quanto pelo modelo de comportamento. Desse modo, medidas são necessárias para atenuar os entraves.

Em primeiro plano, é válido ressaltar que os influenciadores digitais atuam como instrumentos para divulação de marcas. O termo “indústria cultural”, desenvolvido pelos sociólogos alemães Adorno e Horkheimer, trabalha em prol da alienação das pessoas, uma vez que é  uma concepção de se fazer arte e cultura, utilizando-se técnicas do sistema capitalista. Nesse contexto, destaca-se as celebridades, que divulga as novidades do mercado.

Outrossim, é importante destacar a necessidade dos influenciadores, com a facilidade de interação no ambiente digital, compartilharem seus ideais. Segundo uma pesquisa feita pela Ford, 64% dos jovens desejam fazer alguma mudança no mundo, e, assim, utilizam o meio virtual como grande difusor de ideias. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.

Portanto, a partir dos elementos observados, analisando a alienação e o modelo de comportamento, percebe-se a influência desses no impacto na formação dos jovens, tornando-se necessário medidas capazes de amenizar tal cenário. Posto isso, cabe aos pais e responsáveis acompanharem os conteúdos que os filhos assistem, e, juntamente com a escola, através de palestras e debates, desenvolver o senso crítico nessa parcela da populção, a fim de que os produtos não sejam consumidos sem uma reflexão a seu respeito. Assim, é possível desenvolver uma sociedade crítica, contrária à “indústria cultural”.