O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 06/09/2020

Consoante aos filósofos Adorno e Horkheimer o conceito de “indústria cultural”, da qual a ideia está alusiva a uma uniformidade de valores propagada nos veículos de comunicação. Nesse sentido, estão os atuais influenciadores digitais, produtores de conteúdo para Instagram, YouTube e Facebook, que detêm milhões de seguidores, compostos predominantemente por um público juvenil. Assim, é importante analisar o impacto desses influenciadores na vida dos jovens brasileiros, cada vez mais conectados às redes sociais.

Sabendo dos influenciadores digitais, as empresas estão investindo nessas celebridades para divulgar seus produtos, em razão ao grande alcance de público e na capacidade que eles têm de delinear comportamentos, já que conseguem se aproximar dos seguidores e que desperta vontade de acompanhar as tendências. Isso se evidencia pela quantidade de publicidade que esses famosos fazem, no entanto, os pais devem orientar os filhos para não se tornarem alvos fáceis dessa estratégia de “marketing”, que muitas vezes, deixam a ética de lado.

Além disso, é válido citar casos de atitudes preconceituosas de “youtubers”, que podem contribuir para a construção do caráter do jovem sob bases frágeis. Exemplo é Júlio Cocielo, cujas piadas foram  racistas e repercutiram na mídia. Contudo, ações como essas são inaceitáveis, pois reforçam estereótipos e distorcem a visão dos jovens, assim a ideia de Adorno, que a cultura de massa não apenas nos torna menos inteligentes, mas também incapazes de agir moralmente.

Portanto, que os influenciadores têm poder de persuadir e inspirar jovens brasileiros. Por isso, cabe aos familiares averiguarem o conteúdo das plataformas “onlines” e alertar os filhos sobre a manipulação que existe na mídia para transformar a arte em mercadoria e estimular o consumo por meio da alienação das massas. Espera-se com isso desenvolver nos jovens uma inteligência emocional que permita fazer escolhas e julgamentos criteriosos, afastados da “indústria cultural”.