O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 01/09/2020
A Constituição vigente prevê os fundamentos do Estado Democrático de Direito do Brasil, que asseguram a todos os cidadãos dignidade da pessoa humana. Entretando, não são todas os indivíduos que possuem garantidas tais condições, por exemplo, pessoas sujeitas a serem manipuladas pelos influenciadores. Haja visto que estes exercem um determinado impacto na vida de seus seguidores, sendo este positivo ou negativo em consequência da atuação do sujeito. Isso se evidencia não só pela incentivo a ficar conectado a todo momento, causando um certa dependência digital, como também a influência de seguir padrões, tornando a sociedade estereotipada, como na era de Hittler. Desse modo, ações são necessárias para construção de uma sociedade mais crítica.
A princípio, é possível afirmar que a conduta dos “influencers” em plataformas digitais induzem os seguidores a adotarem comportamento baseado na necessidade de estar conectado a todo momento e de seguirem seus comportamentos, sem percepção crítica, o que promove uma sociedade alheia aos problemas de seu tempo. nesse sentido, são nefastas as consequências, já que tornam-se “massa” de manipulação da classe dominante. Nessa ótica, os pensandores da Escola de Frankfurt já afirmavam que os meios se comunicação exerce influência no comportamento do indivíduo, levando-o a viver, de forma padronizada, e ao mesmo, tempo atendendo orientações empresas. Assim, fica evidente que o comportamento dos influenciadores digitais atua de modo sistemático no convencimento d do tecido social, conforme dados do G1, em 2019, cerca de 10% de jovens são persuadidos a aderirem produtos divulgados por eles.
Outrossim, é válido mencionar que devido ao “marketing" digital”, parcerias com lojas de alimentos, roupas e acessórios, um influencer mostra uma vida “fake”, já que procuram se enquadrar nos padrões de felicidade constante, fato que não corrobora a verdade, pois a vida, como afirma Confúncio é uma eterna busca pela felicidade, o que infere que se busca a felicidade é porque não é feliz, senão a afirmação seria uma falácia. Assim, é essencial afirmar que os influenciadores não são fidegnos à realidade. A falsa felicidade leva as pessoas mais vulneráveis a acreditarem nesse bem - estar contante e a verem que sua vida é diferente da apresentada e tendem a sofrer com ansiedade e depressão, mal do século atual. Nesse contexto, fica claro, a importância de alinharem sua influência à responsabilidade de transformação da sociedade na construção de um mundo melhor e não incentivar o consumo e promoverem a falsa felicidade.
A partir dos aspectos observados pela problemática, percebe-se a influência desses nos impactos causados pelos influenciadores digitais na formação dos jovens. Posto isso, cabe ao governo, primeiro setor social, exigir um código de ética desses profissionais, por meio de resoluções estaduais, para cobrar postura dos “influencers” mais pautada na responsabilidade social.