O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 31/08/2020
De tempos em tempos, a sociedade enfrentam novas revoluções, haja vista, o período paleolítico para o neolítico, a invenção da escrita foi uma inovação ímpar para aquele período. Não diferente, a modernidade é caracterizada por constantes mudanças, a era da tecnologia criou novas formas e padrões de comportamento humano, inclusive, novas profissões, como os influenciadores digitais. Com a inovação, vêm, também, os desafios. Essa conjuntura, configura-se um momento preocupante para a sociedade e Governo em tempos modernos. Nesse sentido, alguns fatores corroboram o agravamento do problema, entre é possível mencionar a padronização do comportamento da juventude e ausência de um código de ética. Dessa forma ações são imprescindíveis para atenuar o empecilho.
Em primeiro plano, é válido ressaltar que a padronização do comportamento da juventude é um impasse para a hodiernidade. Consoante à obra ’’ A Construção Social da Realidade ’’ de Berger e Luckmann, os meios de comunicação têm a criação, reprodução e a divulgação de comportamentos, valores, costumes .Nessa perspectiva, observa-se, que os influenciadores não são apenas produtores de conteúdos para plataforma, como Instagram, mas são formadores de ideias e comportamento de parte do tecido social que vive conectado. Desse modo, “sine qua bom”, ou seja, é urgente a proposição de medidas que os leve a ser responsáveis pelas divulgações.
Outrossim, é importante pontuar que ausência de um código de ética é um entrave para o desenvolvimento pleno do indivíduo. Conforme Norberto Bobbio, a dignidade humana é uma qualidade intrínseca da pessoa humana capaz de lhe garantir o direito ao respeito e considerações por parte do Estado.Todavia, pode-se observar, que o Estado é negligente quanto ao código de ética dos influenciadores digitais, já que o código não se encontra efetivo no cenário nacional. Em vista disso, é inaceitável que, em pleno século XXI , esse seja uma problemática social.
A partir, portanto, dos aspectos observados pela padronização do comportamento da juventude e pela ausência de um código de ética dos influenciadores digitais, já que essa é uma nova realidade que preocupa o poder público e a sociedade na modernidade.Em virtude disso, cabe à Escola, ambiente de formação cognitiva do indivíduo, orientar e informar os jovens sobre a padronização comportamental, por meio de palestras, rodas de conversas,que na concepção de, Habermas o diálogo é o mediador de conflitos, com o propósito de disseminar informação e orientação aos jovens sobre o conteúdo. Ademais,adéqua-se ao Estado, como primeiro setor da sociedade, exigir dos responsáveis dessa profissão um código de ética, que traga as diretrizes e comportamento para os influenciadores digitais,a fim de exibir que os influenciadores tem também um comportamento com bem-estar coletivo.