O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 01/09/2020

No livro ‘‘Utopia’’, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos políticos e sociais.No entanto, o que se observa na atual realidade brasileira é o oposto do que o autor prega, uma vez que a escassez de consciência crítica dos influenciadores digitais quanto ao seu poder de influencia sob o consumo da  população juvenil torna-se um obstáculo para alcançar os planos de More. Assim, é imperiosa a ampliação de medidas para minimizar esse quadro que se perpetua pela escassez de responsabilidade influenciadora dos criadores de conteúdo sob seu prestígio virtual, o que corrobora para a manipulação do consumo juvenil.

Ainda sobre essa problemática, é válido ressaltar a carência de análise dos criadores digitais sob a  instigação de consumo quanto à indicação de produtos a seu público jovem. Consoante a teoria da indústria cultural da corrente socióloga de Frankfurt, vive-se uma liberdade ilusória de escolha, em que as corporações usam dos meios de entretenimento para moldar o poder aquisitivo da população.Nesse sentido, os influenciadores digitais assemelham-se as empresas citadas pela escola de sociologia , uma vez que visando o lucro utilizam de seu prestígio virtual para recomendar produtos, o que compenetra o público juvenil a adquirir o objetos.

Por consequência, observa-se a manipulação do comportamento consumidor dos jovens, em que persuadidos pelos ídolos virtuais adquirem os produtos indicados.Sob a ótica da pesquisa de 2019 realizada pelo Instituto de pesquisas de mercado Qualibest, cerca de 76% dos usuários de internet no Brasil já consumiram produtos ou serviços após a indicação de influenciadores digitais.Nesse cenário, persuadidos pelos criadores de conteúdo que admiram, os jovens tendem a continuar consumindo as mesmas coisas e fecham os olhos para a diversidade de opções, tornando-se passivos na escolha.

Diante do exposto, é evidente que a ausência de pensamento crítico dos criadores virtuais sobre seu poder de influencia sob a juventude brasileira é uma problemática que deve ser debatida.Dessa forma, o Ministério do Turismo, responsável pelo estudo e despacho de todos os assuntos relativos às atividades turísticas brasileiras,mas também, a questões culturais,em parceria com as escolas do país, deve implementar um plano de análise crítica sobre a influencia comportamental dos influenciadores digitais quanto ao consumo da população juvenil, por meio da oferta gratuita de palestras e oficinas que estimulem o censo crítico dos criadores de conteúdo sobre sua responsabilidade social e legal perante ao público juvenil, a fim de diminuir a manipulação comportamental consumidora dos jovens.Dessa maneira, alcançar-se a Utopia descrita em More.