O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 31/08/2020

O conceito de entropia, na física, mensura o grau de desordem em um sistema termodinâmico. No entanto, no que concerne aos influenciadores digitais, constata-se a configuração de uma situação entrópica. Nesse contexto, tal circunstância funciona como um preocupante empecilho para a sociedade. Esse fator é decorrente, tanto da indução ao consumo desmoderado quanto da juventude acrítica. Assim, ações são necessárias para a construção de uma sociedade mais harmônica e justa.

A priori, é válido mencionar que a prática do consumo funciona como um fator de manutenção dos desafios ao comportamento dos influenciadores sobre os jovens. A exemplo disso, pode-se  analisar a reportagem do blog consumidor moderno em 2018, que fala sobre os impactos dos criadores de conteúdos nas redes sociais. Tal condição evidencia que a cada vinte e cinco pessoas doze já foram influenciadas a comprarem produtos, levando em consideração as dicas compartilhadas pelos “influencers”. Desse modo é perceptível a necessidade de ações que atuem revertendo o cenário vigente.

Sob o mesmo viés, cabe ressaltar que a juventude acrítica atua como obstáculo a resolução do impasse. Em relação a isso, é necessário entender que os influenciadores interveem no comportamento dos seus seguidores, com suas ações e ideias. Tal situação demonstra que os jovens são facilmente manipulados, o que gera um retrocesso intelectual e inovador em solo nacional. Assim, faz imprescindível a preposição de medidas que atenuem o problema.

Logo, a partir dos aspectos observados, percebe-se a influencia desses no impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens. Posto isso, cabe ao Ministério da Justiça, por meio Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) regular o setor de propaganda midiática, a fim de garantir a ética na publicidade e evitar excessos de anúncios. Além disso, cabe também à Família, primeira base social do individuo, orientar por meio do diálogo, que na visão Habermas é o principal mediador de conflitos, a fim de ajudar os jovens a não serem induzidos facilmente pelos criadores de conteúdos e conseguirem formar opiniões próprias. Dessa maneira, a entropia social deixaria de ser um obstáculo para a ordem da sociedade hodierna.