O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 31/08/2020

Os filósofos alemães Adorno e Horkheimer propõem o conceito de “indústria cultural”, cujas ideias estão relacionadas à padronização de valores comunicados pela mídia. Nesse aspecto, no cenário hodierno, estão milhares produtores de conteúdo em redes sociais como Instagram e YouTube, que contam com milhões de seguidores, principalmente compostos pelo público jovem. Portanto, o impacto que esses influenciadores têm na vida dos jovens brasileiros, cada vez mais conectados às redes sociais é imensuravelmente alarmante. Alguns aspectos corroboram o entrave como a recorrente publicação de informações referentes a marcas ou tendências e também a crescente escalada de comércio online.

A priori, é importante ressaltar a exposição excessiva de publicidades nas plataformas de interação social. A métrica de aumento de demonstração de propagandas ao público nas redes sociais fica evidente diante o crescimento astronômico no faturamento do Instagram, após uma ordem direta da instituição controladora: o Facebook. Segundo o portal The Information, a arrecadação do Instagram cresceu de U$1 bilhão para U$10 bilhões em apenas dois anos. Essa média de faturamento destaca a participação dos influenciadores digitais como principal divisor de opiniões diante os diversos produtos disponibilizados pela marcas globalizadas em busca da atenção do público.

Em segundo plano, é válido destacar a alavancagem do e-commerce brasileiro como resultado direto dos esforços das empresas para atingir a parcela mais jovem do mercado. Segundo o site E-Commerce Brasil, o comércio eletrônico no país cresceu aproximadamente 22,7% em 2019 e receita de cerca de R$75 bilhões. A participação humana nesse tipo de negócio é ilimitada, pois os mecanismos de comunicação evoluem com a demanda pela interação entre um agente conhecedor da marca (influenciador) e o potencial cliente.