O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 01/09/2020

O livro “O Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo de olhar e enxergar as malezas que afligem o Brasil Contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender como o impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens afeta esse grupo na hora de escolher algum produto. Assim, seja pelo consumismo, seja pela falta de estrutura educacional.

Primeiramente, nota-se que o consumismo é causa notória da questão. Nessa lógica, os filósofos da Escola de Frankfurt, Adorno e Hockheiner, disseminaram a ideia de Indústria Cultural, que fazia uma crítica direta à influência dos grandes empresários e também da mídia na sociedade. Com efeito, o que os filósofos denunciavam era o uso das pessoas como massa de manobra resultando no que eles chamavam de alienação em massa, na qual todos os indivíduos têm os mesmos padrões de comportamento, gostos e desejos. Efetivamente, tal crítica se confirma no presente, visto que a persuasão exercida pelos “digital influencers” é uma das consequências mais nocivas ao corpo social, principalmente, ao público juvenil.

Além disso, cumpre ressaltar que a falta de estrutura educacional é uma das razões pela qual o problema persiste. Segundo Paulo Freire “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Isso quer dizer que a educação é pilar indispensável na base de formação da sociedade, pois ela tem poder de trazer conhecimento e consciência necessária para evitar que os jovens sejam manipulados por influenciadores digitais. O papel da educação na sociedade não se limita a esfera educacional, mas também tem papel primordial na formação cidadã de cada indivíduo.

Torna-se evidente, portanto, que é dever das ONGs realizar campanhas ligadas as redes sociais, por meio da informação de como funciona as estratégias comerciais ocultas nas postagens, a fim de reduzir o número de pessoas que são vítimas de influenciadores.