O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 02/09/2020
De acordo com um levantamento realizado pela Cuponation, jovens de classe média, entre 17 e 25 anos, passam em média 1 hora e 32 minutos conectados à rede social por dia. Muitos jovens possuem contas em redes como o Instagram e o Facebook, onde veem influenciadores, que em sua maioria mostram um padrão de beleza praticamente impossível de se seguir, e que muitas vezes pode trazer problemas relacionados a baixa auto estima.
Apesar da internet e dos vários meios de comunicação se mostrarem de suma importância para a sociedade, o exagero de seu uso também pode acarretar muitos problemas, como a depressão, pois muitas vezes é postado nas redes sociais aquilo que na verdade não é a realidade vivenciada por determinado individuo, e quando outras pessoas veem suas fotos e postagens, onde a vida parece ser perfeita, isso pode causar a sensação de tristeza.
Além disso, é válido citar casos de atitudes preconceituosas de “youtubers”, que podem contribuir para a construção do caráter do jovem sob alicerces frágeis. Exemplo disso é Júlio Cocielo, cujas piadas foram consideradas racistas e repercutiram negativamente na mídia. Comportamentos como esse são inaceitáveis, pois reforçam estereótipos e distorcem a visão de mundo dos jovens, confirmando a ideia de Adorno, que a cultura de massa não apenas nos torna menos inteligentes, mas também incapazes de agir moralmente.
Portanto é responsabilidade do governo junto ao CONAR - Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária - formular leis para regulamentar a publicidade no âmbito virtual, afim de diminuir as propagadas que de alguma forma sejam prejudiciais a quem assista. Além disso, as plataformas precisam revisar o conteúdo divulgado por seus usuários e, classifica-los por faixa etária caso seja necessário, ou exclui-los se apresentarem incitações à violência ou discurso de ódio, impedindo assim que jovens sejam expostos á postagens que os prejudique.