O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 02/09/2020
O mercado comercial sempre busca diferentes formas de atrair os indivíduos com proposito de vender produtos ou serviços. Posto isso, encontraram no espaço digital a oportunidade perfeita para impulsionar as vendas. Se de um lado temos empresas sedentas por aumento de capital, de outro encontramos as pessoas que vivem da internet, os influenciadores digitais, sempre em busca de parceiras publicitárias para o crescimento financeiro.
Na teoria do sociólogo francês, Émile Durkheim, o indivíduo é sempre coagido pela sociedade, a qual exerce toda sua força sobre ações e pensamentos individuais. Nesse ínterim, de forma intencional ou despercebida, os criadores causam impacto nas decisões realizadas pelos seguidores que os acompanham, aguçam as vontades do público por meio do conteúdo produzido, e assim contribui com o aumento do lucro das empresas patrocinadoras e proporcionam a monetização dessas postagens, muitas vezes feitas através das redes sociais, como por exemplo Instagram, Youtube, Facebook e Twitter.
Um estudo produzido pela empresa de marketing de influência Spark em parceria com o Instituto QualiBest, de pesquisas, apontou que 76% dos consumidores já compraram algum produto ou serviço advindos de recomendações dos influenciadores digitais. Em contrapartida, a veracidade de opiniões das publicidades é questionável, visto que pode existir oportunismo das marcas e do criador digital, voltados somente nas vendas e benefícios provenientes dos gastos feitos pelos consumidores, sendo assim, é necessário verificar fontes confiáveis e com criticidade de indicação dos produtos, ou até mesmo efetuar de forma singular a pesquisa.
Nesse contexto, é evidente a presença do forte impacto dos influenciadores digitais na vida dos brasileiros. É necessário, por parte dos influencers digitais, avaliar a confiabilidade do produto ou serviço oferecido para divulgações, sendo assim, será possível passar maior credibilidade, não só visando o beneficio próprio, mas também o contentamento dos internautas. Por conseguinte, sendo obrigatoriedade do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR), fiscalizar as propagandas efetuadas, com a finalidade de tornar mais rigorosos e eficazes os requisitos exigidos, isto é, a transparência que trata-se de publicidade, e não de uma opinião pessoal. Dessa forma, será possível agir de acordo com as leis vigentes na sociedade, sem ferir o direito do consumidor e acarretar prejuízos.