O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 01/09/2020
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com o impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pelo consumismo, seja pela falta de uma educação de qualidade, o problema persiste e exige uma reflexão.
Primeiramente, é válido salientar que o desejo consumista gerado pelos influenciadores digitais se tornou um problema recorrente para a sociedade. Isso porque, a compra de produtos tornou se ainda mais requisitada devido a recomendação de famosos que são patrocinados pela marca do item. Segundo dados nas mídias em gerais, as empresas ao perceber que grande parte do público está deixando de assistir Tv e passando a se entreter na internet, começou a patrocinar os criadores de conteúdo web com objetivo de aumentar as vendas. Assim, o Brasil imaginado por Policarpo Quaresma ainda está distante de ser concretizado.
Ademais, a precária educação no país também é um fator que agrava esse entrave. Dito isso, a falta de um ensino que conscientize os jovens para evitar possíveis manipulações de alguns “digital influencers” é um fator a ser discutido. Consoante a fala do educador Paulo Freire em que se a educação sozinha não transforma uma sociedade, sem ela seria ainda mais difícil. Isso quer dizer que a educação tem o poder de trazer o conhecimento adequado para as pessoas, evitando possíveis enganações. Dessa forma, a permanência desse problema acentua um grande retrocesso da nação.
Portanto, é dever do governo reverter esse cenário, por meio do investimento em uma educação de qualidade que mostre para os jovens que são manipulados por influenciadores uma saída para essa alienação. Para que, dessa forma menos pessoas possam ser enganadas.