O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 04/09/2020
O episódio Nosedive em Black Mirror retrata um cenário em que a vida em sociedade depende do bom status nas redes sociais, e a personagem Lacie faz de tudo para crescer. Contudo, esse cenário é semelhante ao atual em que vivemos, visto que, a influência digital impacta diretamente a sociedade, os meios de comunicação, e a economia de forma positiva e negativa. No entanto, é perceptível a persuasão desse recurso em relação aos jovens, tendo em vista que muitos são instruídos a conhecer marcas e locais graças aos influenciadores. Nessa linha, a importância dessa situação vai desde a influência excessiva no público juvenil, até as responsabilidades que são adquiridas
Em primeiro plano, é preciso atentar para a forte influência que essas pessoas possuem na sociedade. Por exemplo, de acordo com o Instituto Qualibes 76% dos usuários de internet no brasil já consumiram produtos ou serviços após a indicação de influenciadores digitais. Ademais, tal dado demonstra o poder midiático presente em questão, e a persuasão disso em muitas faixas etárias, principalmente na juvenil que muitas das vezes se espelham em algum desses parâmetros para consumir produtos, tomar decisões ou até mesmo criar metas. Em virtude disso, uma parcela da população adquire resultado negativos em relação a forte influência, porém, continuam a consumir o trabalho das redes a fim de se encaixar na população.
Em segundo plano, vale salientar também as responsabilidades que influenciadores digitais carregam em seu trabalho. Diante disso, de acordo com um artigo sobre tecnologia da UOL, 82% dos jovens e crianças que acessam internet navegam todos os dias. De maneira análoga a isso, é gerado como resultado que a formação do caráter e escolhas sejam influenciadas pelo que é apresentado na mídia, causando impactos positivos e negativos. Sendo assim, ao se espelhar na realidade de outra pessoa, jovens tem tendência a acreditar que sua realidade caminha de forma errada, e isso impacta diretamente no aumento de doenças psicológicas como ansiedade e depressão.
Logo, algumas medidas devem ser tomadas a fim de amenizar as problemáticas presentes na questão. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, juntamente com o Conselho Nacional de Regulamentação Publicitária (Conar), fiscalizar as propagandas que influenciem o pulico infanto-juvenil, e conscientizar famílias e alunos sobre a manipulação presente nas redes sociais por meio de palestras e até na própria mídia, para que essa persuasão possa ser controlada de forma que não impacte negativamente na sociedade. Dessa forma, talvez, as consequências desse recurso possam ser controladas.