O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 02/09/2020

Os filósofos alemães Adorno e Horkheimer propõem o conceito de “indústria cultural”, cujas ideias estão relacionadas à padronização de valores comunicados pela mídia. Nesse sentido, no ambiente atual, estão inseridos no ambiente os ‘’blogueirinhos’’ do Instagram, os youtubers do YouTube, e os streamers de plataformas como a Twitch ou o Facebook Gaming que possuem milhões de seguidores, principalmente pessoas do público jovem. Diante desse contexto, é necessário analisar o impacto desses influenciadores na vida dos jovens brasileiros que a cada dia se tornam cada vez mais conectados às redes sociais.

Como resultado dessa influência dos produtores de conteúdo várias grandes empresas procuram patrocina-los para que possam ter seus produtos divulgados devido ao grande alcance que os influenciadores possuem. Isso fica evidenciado na grande quantidade de produtos que recebem para fazerem a divulgação para seus seguidores com o intuito de estimular o interesse e fazer com que os seguidores comprem e consumam esses produtos.

Além disso, vale citar o preconceito dos produtores de conteúdo e influenciadores, que podem ajudar a moldar o caráter dos jovens de forma negativa. Um exemplo disso é o streamer e produtor de conteúdo ‘’mandiocalol’’ que em sua plataforma de stream e em suas redes sociais são ambientes onde racismo, preconceito e misoginia é estimulado e bem aceito. E isso faz com que os jovens tenham uma visão distorcida do mundo, e com isso, há a confirmação da visão de Adorno de que a cultura popular não só nos torna menos inteligente, mas também incapazes de agir moralmente.

Portanto, medidas são necessárias para diminuir os impactos negativos causados por influenciadores. É necessário que os pais acompanhem influenciadores e produtores de conteúdo assistidos pelo filho, por meio de supervisão das redes sociais de sua criança, para que dessa forma, evitem que os filhos tenham uma influência negativa e ‘’toxica’’, para que assim, contribuam para uma criança com uma formação crítica. É necessário que a família e os pais dos jovens controlem os conteúdos que seus filhos assistem e acompanham, para que dessa forma, evitar que haja a alienação que estimularia o consumo.