O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 04/09/2020

No contexto social vigente, o impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens tem se mostrado um entrave no país. Observa-se que desde cedo as crianças entram em contato com as redes sociais e são influenciadas, muitas vezes inconscientemente e negativamente, pelos chamados influencers. Segundo dito pelo “pai da Sociologia”, Émile Durkheim, quando os costumes são insuficientes, é impossível fazer respeitar as leis. Sendo assim, enquanto esses costumes forem de blogueiros irresponsáveis quanto ao que falam nas redes, continuará impossível fazer respeitar a Lei nº 8.069/90, que estabelece o direito da criança e do adolescente ao respeito.

Perante os fatos citados, é relevante abordar que a educação no âmbito digital é de extrema importância para a formação de jovens que tenham senso critico e saibam diferenciar as boas das más influências. Historicamente configurados como opostos, Piaget e Vygotsky, duas figuras da psicologia evolutiva, no século passado já afirmavam que a aprendizagem inicial dá-se a partir da reprodução do que se vê e experiencia. Análogo a essa ideia, se a criança experienciar situações de defluência maldosa ou inconsciente nas redes e não souber distinguir, a tomará como exemplo, com grandes chances de reproduzi-lá, seja refletindo a ação realizada pelo blogueiro ou sentindo vontade de consumir produtos e serviços que foram anunciados implicitamente.

Paralelo a isso, não se deve olvidar das possíveis consequências da educação defasada no campo cognitivo na formação de um geração que é o futuro da nação. Indubitavelmente, toda essa influição desenfreada surtirá efeito, especialmente psicológico. Consoante com a filosofia do alemão Jürgen Habermas, para haver sociedade é pendente a existência de críticas às suas próprias tradições. Nesse ínterim, um corpo social acomodado com o estado de exclusão no campo social não cumpre com seus deveres conceituais. Pelo contrário, se tal não afere as ações que ferem com a capacidade mental de seus jovens, torna-se quimérico o seu combate.

Diante da problemática supracitada, constata-se o Brasil encontra-se demasiadamente fora do trâmite da correta influência digital. Desse modo, fica incumbido ao Governo Federal, comungadamente com as mídias sociais, como Globo e SBT, e os núcleos familiares inteirar na utilização adequada do mundo digital pelos jovens. Eventualmente, isso deve ocorrer a partir da criação de programas que normatizem e fiscalizem a profissão influenciador. Por conseguinte, tem-se o intuito de reduzir significativamente os impactos gerados por esses profissionais no intelecto da geração atual. Nesse hiato, Rousseau faz-se proficiente ao aludir que o homem nasce bom e é depravado pela sociedade, sendo assim, não se pode deixar as crianças serem depravadas através dos meios digitais.