O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 02/09/2020
A partir da criação da primeira ferramenta de um osso na pré-história, até a mais inovadora impressora 3D, inventada por Chuck Hull em 1984, as histórias humanas e tecnológicas tornam-se quase inseparáveis. Tais inovações são fundamentais para a sociedade em si, nos quais influenciam em sua realidade social e física. A partir das evoluções tecnológicas, o ser humano tende a depender cada vez mais da utilização da internet. No Brasil, todavia, os influenciadores digitais possuem uma grande intervenção na vida dos jovens, ocasionados pela grande repercussão que possuem na vida de seus seguidores e pelo vício dos meios digitais.
Em uma primeira análise, é relevante abordar que os influenciadores digitais são pessoas que usam plataformas online, como Facebook, Instagram, Youtube, para praticar ações que exerçam influência ou liderança sobre potenciais clientes de uma marca. Normalmente, as marcas fazem parcerias com os influenciadores como uma estratégia de marketing, em busca de criar confianças em peças publicitárias. O estudo da MindMiners comprova tal repercussão, na qual, em uma base de mil pesquisados, cerca de 41% das pessoas já compraram algum produto ou serviço recomendado por criadores de conteúdo digital.
Deve-se considerar, ainda, que além das redes sociais serem utilizadas como meio de comunicação, também são uma grande fonte de informação, publicidade e lazer. Entretanto, de acordo com o estudo da plataforma Gente, da Globosat, de 1220 pessoas, 84% segue algum influenciador nas redes sociais, no qual 43% desses declararam que acompanhar as postagens de criadores de conteúdos digitais é um vício. Paralelo a isso, é inegável que tal dependência pode acarretar em diversos problemas de saúde, relacionados tanto a sociabilidade quanto a questões mentais e comportamentais.
É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para a mudança desse quadro. Posto isso, o Ministério da Economia e o Ministério da Educação devem, por meio de um amplo debate entre Estado, sociedade civil, instituições públicas e privadas e profissionais da área, lançar um Plano Nacional dos Meios Digitais. Esse, por sua vez, terá como desígnio a fiscalização interna da relação dos influenciadores com as empresas e marcas, além de promoverem campanhas que fomentem a iniciativa de outros meios de lazer, a fim de fazer com que a população brasileira se desprenda de tal influência.