O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 02/09/2020

Com o advento da internet, muitas redes sociais, como o Instagram e o Youtube, passaram a serem fontes de renda para muitas pessoas. Chamados de influenciadores digitais, os que se dedicam a esse trabalho divulgam o dia-a-dia pessoal e propagandeiam inúmeros produtos e marcas, conseguindo o salário por meio do interesse de outros internautas. Porém, é indiscutível que esses “influencers” trazem impactos negativos na vida de vários jovens, devido à alienação gerada e à influência ao consumismo.

Deve-se destacar, primeiramente, a vida utópica que muitos influenciadores transmitem aos seguidores, excluindo os momentos de dificuldade que todo ser humano passa. Segundo o filósofo Arthur Schopenhauer, as pessoas entendem o mundo de acordo com o próprio campo de visão, que costuma ser limitado. Sob esse prisma, os jovens que acompanham a vida dos criadores de conteúdo têm conhecimento apenas de fatos positivos da vida alheia, o que provoca, ao passarem por dificuldades e imperfeições, grandes frustrações.

Ademais, outro fator a salientar é o consumismo exacerbado, provocado pela constante divulgação de produtos pelos “influencers”. Acerca disso, os filósofos Adorno e Horkheimer, em seus estudos sobre a Indústria Cultural, argumentaram sobre a utilização dos meios de comunicação em massa para despertar, nos indivíduos, o fetiche mercadológico, ou seja, o desejo da compra. Dessa forma, com as intensas propagandas feitas pelos influenciadores nas redes sociais, muitos usuários são convencidos de que precisam de certos produtos e acabam consumindo muito além do necessário.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade de combater os impactos sofridos pelos jovens incluídos nessas situações. Assim, cabe às escolas, responsáveis pela formação da juventude, desenvolver projetos que mostrem a realidade da vida das pessoas, por meio de reportagens e visitas aos locais mais precários, para que os estudantes percebam que a vida é repleta de dificuldades e sejam menos alienados. Além disso, compete à família, principal educadora dos jovens, conscientizá-los acerca dos produtos e dos bens que se mostram, realmente, necessários, minimizando o consumismo. Logo, os influenciadores digitais seriam mais benéficos para o crescimento pessoal de cada usuário.