O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 02/09/2020

A influenciadora digital Gabriela Pugliese promoveu uma festa, em plena pandemia, que repercutiu bastante nas mídias de forma negativa, a criadora de conteúdo digital apresentou uma postura negligente em relação ao atual momento vivido e por conta disso perdeu muitos seguidores e dinheiro, segundo o Fantástico (programa apresentado no G1). Nesse âmbito, é possível refletir e concluir que agentes digitais estão bem presentes no dia a dia das pessoas, especialmente na geração Z por estarem mais ligados e conectados as plataformas digitais, como o instagram. Com isso, torna-se premente analisar os principais impactos dos influenciadores na formação dos jovens, sendo eles: o incentivo ao consumo exagerado e a uma baixa autoestima.

Em primeira análise, cerca de 90% das pessoas entre 18-37 anos foram influenciadas a adquirirem produtos apresentados por influenciadores digitais, segundo pesquisas da revista Consumidor moderno. Além disso, o jovem é bombardeado, o tempo todo, por esse marketing que o leva ao consumo de mercadorias sem necessidade, ou seja, por meio da recomendação positivas e o endeusamento de X marca, que o influencer está promovendo, pessoas ainda na faixa etária de formação deixam ser levadas e adquirem o item em questão, muitas das vezes sem necessidade.

Em segunda análise, o estilo de vida apresentado por esses criadores de conteúdo digital é muito idealizado, repleto de festas chiques, viagens, objetos de áreas variadas bem caros, estética sempre perfeita e corpos esculturais. Ademais, essa idealização promove em muitos jovens uma insegurança em relação ao seu próprio “eu”, ver todos os dias essa vida perfeita leva o jovem a se auto sabotar, desejando uma realidade inalcançável, afinal os influenciadores digitais fecham vários patrocínios, vivem em festas para promoverem a sua imagem (o que faz o trabalho deles girarem), passam por procedimentos estéticos, ganham muitas coisas e aparentam sempre estarem bem.

Em suma, medidas são necessárias para sanar tal problemática. Por isso, a família e a escola devem promover a conscientização dos jovens de que nem tudo apresentado pelos agentes digitais é necessário adquirir, além disso o influenciador deve se conscientizar de que ele tem certo poder sobre outras pessoas e por isso deve ser mais “verdadeiro”, mostrar que nem tudo é o que parecer ser e que não existe um padrão de vida a ser seguido. Por meio de campanhas nas escolas, propagandas educativas e acompanhamento gratuito de psicólogos que trabalhem a autoconfiança e autoestima do jovem para que não se sabotem desejando uma vida idealizada, igual das pessoas que eles acompanham nas redes sociais. A fim de construir uma sociedade que possua jovens inteligentes e seguros de si e que não consumam sem necessidade.