O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 02/09/2020
Com a ascendência tecnológica possibilitada pelas Revoluções Industriais, o mundo se encontra em um cenário onde a mídia se tornou o maior veículo de influência, através das redes sociais. Diante disso, existem os chamados “influencers”, pessoas que trabalham com a divulgação de produtos e marcas, com o intuito de influenciar e também entreter seus seguidores. Dessa forma, é indiscutível que, hodiernamente, a sociedade é influenciada por essas pessoas das diversas formas possíveis, até mesmo de forma negativa, como no ensino da falta de ética e no estímulo ao consumo.
Primeiramente, é importante mencionar que existem influenciadores digitais que induzem, de forma indireta, a má conduta do público que os assiste. Sob esse contexto, afirma-se que determinada situação ocorre com os influencers que possuem audiência focada em crianças e jovens, como é o caso do Lucas Neto, um youtuber e influenciador de sucesso com público infantojuvenil que emprega o uso de palavras chulas e más comportamentos em seus vídeos. Assim sendo, as pessoas que o assiste são mais vulneráveis e não têm plena consciência para diferenciar o que é correto, pois são crianças que estão sendo influenciadas de forma errônea.
Além disso, sabe-se que a maioria dos trabalhos realizados pelos influenciadores digitais são promovendo marcas e produtos. Segundo pesquisas da Qualibest, foi constatado que os consumidores levam em consideração opiniões de celebridades da internet para escolher produtos e serviços. De acordo com essa perspectiva, pode-se dizer que o público é bastante induzido ao consumo ao acompanharem esses nomes na internet. Logo, observa-se que as pessoas, quando se diz respeito a compras, se tornaram alvos fáceis de serem manipulados e estimulados ao consumo pelos influencers, levando, na maioria das vezes, à compra sem necessidade.
Em virtude do exposto, portanto, medidas são necessárias para diminuir os impactos negativos dos influenciadores digitais no público que os assiste. Para isso, cabe às redes sociais, que conecta o produtor de conteúdo ao consumidor, banir os influenciadores que incentivam a má conduta e o desrespeito do meio digital, por meio da fiscalização das regras já existem, a fim de tornar o ambiente online mais agradável. Além disso, a família, responsável pela formação e crescimento ético dos indivíduos, deve acompanhar e permitir ou não a realização de compras online, por intermédio da fiscalização do conteúdo acessado pelos jovens e crianças online, com o intuito de diminuir a indução ao consumo, para que com isso, eles consumam apenas o que precisam.