O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 02/09/2020
Segundo os dois filósofos alemães Horkheimer e Adorno criaram o conceito de “indústria cultural”, a qual sua ideia está relacionada a um padrão de valores transmitidos nos diversos meios de comunicação. Nesse sentido, estão inseridos no contexto atual os influenciadores digitais, produtores de conteúdo para Facebook, YouTube, Instagram e algumas outras mídias que possuem milhões de seguidores, em que a maior parte de seu público é predominantemente por jovens. O mundo vive a era da informação, a “era digital” em que a todo momento os indivíduos absorvem diversos conteúdos direto de uma tela, seja de computador, smartphone ou tablet. Apesar da internet ser uma importante ferramenta para interações no mundo contemporâneo para a busca de informações e conhecimentos, relacionados a ela podem ser nociva aos jovens.
A maior parte dos jovens já não querem mais saber de jornais, cinemas, ou programas de TV. As redes sociais os dominam. Sabendo da grande força dos influenciadores digitais, as grandes e medias empresas estão investindo nessas celebridades para divulgar seus produtos, devido o grande alcance de público e na capacidade que eles têm de moldar comportamentos é influenciar seus seguidores a comprar algo, já que conseguem se aproximar dos seguidores de uma forma natural e que desperta vontade de acompanhar as tendências de moda e estilo de vida. Segundo o filósofo George Orwell “A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa”.
Em parceria com tal marca os influenciadores, impõem sua função que é divulgar o produto sem ao menos saber a qualidade do produto na maior parte das vezes e se realmente é de confiança. Assim sendo, em suas visões de que o luxo, será sempre o que irão fornecer aos seus seguidores, e isso não é um engajamento “saudável”. Ademais, a ausência de fiscalização por parte das redes faz com que postagens com conteúdo nocivo viralizem no meio online e enquanto as mídias não se posicionarem sobre o que seus usuários divulgam nas redes, será comum postagens com incitação ao ódio e também a relativização de conteúdos abusivos.
Portanto, fica claro tendo em vista o exposto, que medidas devem ser tomadas. É responsabilidade do governo junto ao CONAR - Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária - formular leis para regulamentar a publicidade no âmbito virtual, afim de diminuir as propagadas que de alguma forma sejam prejudiciais a quem as assista. Além disso, as plataformas precisam revisar o conteúdo divulgado por seus usuários e, classifica-los por faixa etária caso seja necessário, ou exclui-los se apresentarem incitações à violência ou discurso de ódio, impedindo assim que jovens sejam expostos à postagens prejudiciais ao seu desenvolvimento pessoal e possam ser manipulados por esses meios.