O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 02/09/2020

No Império Romano foi estabelecida a política do “Pão e Circo”, com o intuito de manipular a população por meio do entretenimento. Nesse sentido, de maneira semelhante, atualmente, existem os “influencers”, que realizam conteúdos online e induzem muitos indivíduos, inclusive os menores de idade, na maneira de se vestir, na alimentação e no convívio social. Assim, é indiscutível que mesmo que os influenciadores digitais promovam diversão, eles podem causar impactos na formação dos jovens brasileiros, devido ao estímulo ao consumo e o ensino da falta de ética.

Em primeiro lugar, sabe-se que os influenciadores digitais podem incentivar a consumação aos indivíduos. De acordo com o estudo feito pela Youpix, cerca de 50% dos jovens fecham uma compra pelas dicas dos criadores de conteúdo. Logo, nota-se que as crianças e os adolescentes se tornaram alvos fáceis na internet, já que ao assistir vídeos e acompanhar as redes sociais sociais de famosos, são sempre tomados por diversos anúncios, além dos próprios influenciadores elogiarem os produtos, fazendo com que as pessoas se interessem e comprem sem ter necessidade.

Ademais, outro fator a salientar são as atitudes de alguns criadores de conteúdo que ensinam a má conduta aos jovens. Sob essa ótica, o youtuber de sucesso Felipe Neto, já gravou vídeos em seu canal em que julgava e xingava várias pessoas, mesmo com telespectadores menores de idade. Desse modo, percebe-se que as crianças e os adolescentes aprendem comportamentos antiéticos por meio das redes sociais e demonstram preconceito, falam palavrões e realizam brincadeiras de mau gosto, desde muito novas.

Portanto, medidas são necessárias para amenizar os impactos causados pelos influenciadores digitais. Assim sendo, cabe à família, instituição responsável pela formação moral e ética dos indivíduos, intervir nas compras dos jovens, por meio da verificação dos conteúdos que os filhos acompanham, a fim de não serem estimulados ao consumo desnecessário. Outrossim, cabe às plataformas digitais, ambiente online que conecta quem produz a quem consome, banir das redes sociais por um certo período, os criadores de conteúdo que possuem má conduta, por intermédio da criação de regras que impeçam xingamentos e preconceitos durante os vídeos ou em comentários públicos, com o fito de impedir que os menores de idades cresçam com falta de ética.