O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 02/09/2020

Criada durante a Segunda Guerra Mundial, em meados do século XX, a internet tinha como objetivo primário facilitar a comunicação entre aqueles que atuavam na guerra. É evidente que esse tipo de comunicabilidade era restrito a um grupo específico de pessoas. No entanto, isto sofreu algumas mudanças. O meio de interação virtual passou a fazer parte do cotidiano de diversos indivíduos, tornando-se uma profissão. Os influenciadores digitais, como o próprio nome diz, têm como principal objetivo influenciar aqueles que os acompanham. Essa persuasão, muitas vezes, pode ser prejudicial, ocasionando a propagação de discursos de ódio além de um consumismo exagerado.

Em primeiro lugar, pode-se destacar que a intolerância às minorias no cenário virtual é bastante evidente. As manifestações preconceituosas diante de uma grande quantidade de seguidores evidencia a falta de respeito de alguns influenciadores digitais perante outros sujeitos. Publicadas na rede social Twitter, falas proferidas pelo youtuber Julio Cocielo entre os anos de 2010 a 2018, com contexto racista foram resgatadas por internautas. A gravidade da situação é exorbitante levando em conta, sobretudo, o enorme número de pessoas que acompanham o produtor de conteúdo.

É relevante abordar, também, que a pauta acerca do consumismo é bastante notória em meio virtual. A ascensão do marketing digital  contribui de maneira demasiada para que blogueiros(as) estimulem a compra de produtos divulgados em suas redes sociais. Conforme dados levantados pelo site Consumidores Modernos, quase metade dos entrevistados fizeram alguma compra levando em consideração dicas compartilhadas por geradores de conteúdos. Conclui-se então, a importância exercida pelos “influencers” no que diz respeito á aquisição de mercadores.

Diante do exposto, é viável que a sociedade civil brasileira, principalmente pais e/ou responsáveis de crianças, fiquem atentos aos conteúdos que acompanham. Com o intuito de que a população não sofra intervenções negativas. Isto pode ser feito com a orientação para aqueles que usufruem de mídias sociais, especialmente em relação as mensagens de aversão. Por meio também dos “influencers”, se atentarem sobre o que postam e divulgam, em especial aqueles que apresentam público infantil. Só assim mitigar-se-ia a problemática em questão.