O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 02/09/2020
A Revolução Técnico-Científico-Informacional permitiu avanços nas tecnologias de informação e comunicação, contribuindo para o surgimento de novas profissões e meios de entretenimento. Um desse avanços foi o surgimento dos influenciadores digitais, pessoas que trabalham com mídias digitais, que influenciam as ações de outros indivíduos, principalmente jovens, através de ‘‘posts". Relativo aos impactos dos influenciadores digitais na formação dos jovens, é possível destacar tanto aspectos positivos tanto negativos. Se por um lado, facilita o acesso a conteúdos educacionais, por outro influencia os jovens a desenvolverem uma mentalidade voltada ao consumo. Deve-se destacar, de início, a maior difusão de práticas de estudos realizada pelos influenciadores da área da educação, chamados “studygramers”. Um exemplo pioneiro dessa influência é a “youtuber” brasileira Débora Aladim. Ela possui mais de 3,5 milhões de seguidores nas redes sociais em que compartilha dicas de estudos e curiosidades históricas. Influenciados, muitos professores e estudantes começaram a realizar “posts” sobre educação, compartilhando resumos e dicas, assim, os “studygrams” se tornaram ferramentas da educação, auxiliando e motivando outros estudantes. Com isso, é notável que essa influência, de certo modo, democratiza e facilita o acesso de muitos cidadãos à educação. Por outro lado, os conteúdos de algumas publicações influenciam muitos jovens ao consumismo. Segundo o pensador Vygostsky, o indivíduo é influenciado pelo meio que está inserido. Esse pensamento é comprovado pelos jovens que seguem grandes personalidades digitais e buscam se comportarem, vestirem e até utilizarem os mesmos produtos divulgados pelos influenciadores, para se enquadrarem na sociedade. Um exemplo é a americana Kim Kardashian, que acumula mais de 250 milhões de seguidores nas redes sociais. De acordo com a revista Forbes, logo após a influenciadora lançar a própria marca de maquiagem, mais de 300 mil exemplares foram vendidos em poucas horas. Percebe-se, portanto, que as pessoas compraram o produto devido ao poder da influência digital a que estão expostos constantemente.
Portanto, a fim de solucionar o desafio da influência consumista nos jovens, é necessário que o Ministério da Educação, juntamente com as instituições de ensino, promova a conscientização dos familiares e jovens, por meio de palestras e encontros que tratem do poder de manipulação das mídias digitais e da importância de ser crítico nas redes sociais. Espera-se, com isso, que os jovens construam o caráter através de influências positivas.