O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 02/09/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito a não interferência na vida privada e ao bem-estar social. Entretanto, as influências digitais negativas na formação dos jovens impossibilitam que esse grupo da população brasileira desfrute de seus direitos na prática. Isso implica, principalmente, a idealização de uma vida utópica e a desorganização familiar - cenário que exige mudança.

A priori, vale ressaltar como idealizar uma vivência utópica limita a cidadania do indivíduo, uma vez que esta significa, em exercício, viver com dignidade. No livro “Cidadão de Papel”, Gilberto Dimenstein afirma que – apesar de ser um Estado democrático de direito e de todos os modernos códigos legais que regem o país – o Brasil ainda é negligente quando o assunto são os “digital influencers” por isso a cidadania ainda não saiu do papel. Logo, é substancial a mudança desse quadro.

Ademais, a má ascendência tecnológica gera o distanciamento familiar, fato comprovado pelo conceito da “modernidade líquida”, criado pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman. Para o teórico, a atualidade é um momento de substituição de valores coletivos por valores individuais, e as relações se dão por meio de conexões fluidas que podem ser desfeitas com muita facilidade. Assim como a água, as ligações interpessoais não têm forma concreta o que – junto com a tecnologia – pode estar contribuindo para o afastamento pessoal.

Infere-se, portanto, que são necessárias medidas para reverter essa situação. Para isso, as escolas – instituições fundamentais para a constituição do indivíduo na sociedade – devem criar projetos que reflitam sobre os perigos da internet. Por meio de palestras e debates em sala de aula, visando a formação de jovens mais atentos e conscientes sobre a utilização da rede com cautela. Sendo assim, a situação tornar-se-á diferente.