O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 02/09/2020
É sabido que com a criação da internet em 1969, a forma de comunicação e publicidade mudou, com o passar do tempo propagandas antes feitas só em televisões e rádios se expandiram. Nos dias atuais, com o celular e as redes sociais, empresas divulgam seus produtos através de influenciadores digitais -pessoas com muitos seguidores nas redes- e que ganham produtos e dinheiro em troca de propagandas. O problema é que muitas vezes esses influencers usam o poder de inspirar milhares de jovens, que são maioria nas redes sociais, de forma errada, passando uma visão de uma vida perfeita, reforçando padrões da sociedade e dando mais valor ao ter do que ao ser.
De acordo com uma pesquisa da Youpix, plataforma digital com intuito de debater a cultura da internet, 90% das pessoas com 18 a 34 anos já foram impactadas por influenciadores nas redes sociais. Isso acontece, pois essa geração nasceu em um mundo conectado, em que a internet já era utilizada, e por isso, esses são os mais afetados por esses influencers. Nas redes, famosos com muitos seguidores passam uma sensação de uma vida perfeita e sem problemas, fazendo publicidades de produtos fúteis e reforçando padrões de beleza como de um corpo magro, pele e cabelos perfeitos. Porém, essas pessoas escondem defeitos através de Photoshops e ângulos, tornando-se donos de coisas impossíveis e influenciando usuários de forma negativa a tentarem incansavelmente chegarem aqueles padrões, o que gera consequências ruins aos influenciados.
Ademais, como disse o criador da famosa empresa Apple, Steve Jonas, “A tecnologia move o mundo”. Desse modo, mesmo que essa ajude positivamente nas relações sociais, pode impactar o mundo de forma negativa, como exemplo quando analisa-se as consequências do impacto dos padrões gerados pelos influenciadores nas redes sociais. Os usuários não conseguem chegar aos resultados impossíveis, e desenvolvem problemas psicológicos como depressão, ansiedade e podem até cometer suicídio. Conforme Amelia Neate -gerente sênior da Influencer Champions- 70% dos consumidores abaixo dos 25 anos estão propensos a serem influenciados pelos criadores de conteúdo do YouTube.
Portanto, é fato que deve haver uma mudança dos influencers quanto a postura. Logo, cabe aos mesmos mudarem a forma de fazerem publicidades, transparecendo a real rotina e mostrando as semelhanças aos seguidores, explicitando que tem problemas e características no corpo julgadas como defeitos, afim de mudar o pensamento dos usuários de uma vida perfeita. Além de fazer parcerias com o governo afim de divulgar campanhas e atitudes necessárias, como uso de camisinha. É dever das empresas ao fazerem contratos, criarem um plano estratégico juntamente com os influencers, com intuito de tornar a propaganda o menos fútil possível, e mostrar e real verdade sobre o produto.