O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 04/09/2020

Com a Terceira Revolução Industrial e a crescente globalização, as informações passaram a chegar de forma massiva, atingindo uma grande escala de pessoas em um curto período de tempo. Dessa forma, observa-se que o desenvolvimento das mídias sociais ocorre, paralelamente, aos avanços tecnológicos, o que ocasiona uma expansão do número de pessoas que trabalham nesse meio e acentua a cultura de massa. Assim, é notório que os influenciadores digitais tornaram-se modelos idealizados da realidade e são responsáveis pela indução de um consumismo exacerbado nos jovens consumidores dos conteúdos.

Em primeiro plano, é válido analisar a fala do filósofo Bento de Espinosa, que afirmava que mente e corpo são um só. Desse modo, nota-se que paralelo ao crescimento na absorção de informações disponíveis nas mídias digitais, está a formação de uma juventude com hábitos consumistas e com metas idealizadas. Ademais, com a era tecnológica, o acesso as rede sociais passou a ocorrer em uma faixa etária cada vez menor, uma vez que crianças possuem o ingresso nos meio de comunicação, fato que ocorre, em muitos casos, sem a supervisão necessária. Assim, devido a globalização, em que a atenção das famílias que deveria ser voltada para os conteúdos acessados pelos jovens ganha outras prioridades cotidianas, os influenciadores tornaram-se fundamentais no embasamento de opiniões.

Em consequência disso, é observado que problemas com a autoestima e a frustração passam a surgir. Tal fato se confirma, pois as mídias sociais possuem, de forma maioritária, a apresentação de uma realidade inatingível. Assim, a inclusão ao padrão de vida exposto pelos criadores de conteúdos passa a ser o desejo da juventude, uma vez que o marketing e a publicidade são fatores marcantes nos assuntos abordados. Contudo, a ilusão formulada na mentalidade é distinta dos fatos reais vivenciados, o que gera o sentimento de incapacidade para a conquista das metas traçadas. Desse modo, nota-se que a influência sofrida nos meios digitais impactam diretamente na formação dessa minoria, pois passam a desejar de maneira obsessiva além do que possuem.

Portanto, mudanças são necessárias para mudar o impasse. O Ministério da Educação (MEC) deve realizar projetos nas escolas que sejam abordados temas do mundo virtual. Assim, por meio de palestras, as famílias e alunos devem ser reunidas para que tal assunto seja tratado através de especialistas, como psicopedagogos. Ademais, esses profissionais esclarecerão sobre a importância da supervisão e do diálogo entre os familiares, além de sanar dúvidas sobre o assunto. Dessa forma, espera-se que os jovens formem opiniões e hábitos de acordo com a perspectiva de fatos reais e não idealizados.