O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 05/10/2020

A natureza e o moldar-se ao bel-prazer alheio

Era seu alferes para lá, seu alferes para cá, tanta bajulação que o ofício sobrepujou à natureza do personagem de Machado de Assis em Papéis Avulsos. Hoje mesmo, jovens incorporam erroneamente condutas de “influencers” para obter uma vida de luxo, mas chafurdam em consumo desenfreado e desprezam os danos à saúde e aos relacionamentos que ricocheteiam da adesão às praticas imitadas.

Em um primeiro momento, cabe salientar que o processo de aquisição de clientes e influência nas decisões de compra torna-se facilitado se o consumidor encontra uma “afinidade” com o influenciador digital. E ademais, a adesão aos influenciadores pelas marcas é confirmada por meio dos números da empresa de marketing de influência Spark, a qual a pontou que 76% do universo pesquisado já compraram algum produto devido a uma recomendação de um influenciador.

Em um segundo panorama, é importante destacar que a depressão recebeu a alcunha de “doença do século”, dado a expansão exponencial de casos. Nesse contexto, destaca-se a relação íntima do nascer de casos com a ansiedade, cuja definição remonta à angústia em relação a situações futuras. Assim, ao ansiar por uma vida de luxo e por “simbiose” escolher o seu “influencer”, o cliente torna-se um consumidor desenfreado mas, a conduta ilógica esbarra na realidade de que o gozo luxuoso que almeja é dissociado da compra indefinida, consequentemente surge a angustia do porvir e casos de depressão, os quais trazem a reboque problemas na família, nos círculos de amigos e iminentemente na saúde.

Logo, faz mister os jovens entenderem que a adesão cega às condutas dos “influencers” é nociva. Para isso, a Escola deve expressar os efeitos da adesão cega às práticas dos “influencers” por meio de palestras, trabalhos dinâmicos, demonstrações e situações-problema, as ações devem visar emergir a crítica nos jovens, a fim de que saibam inteligentemente decidir por si mesmos. Com isso, viver-se-á em uma sociedade em que a natureza do indivíduo não sobrepujará àquilo que os outros querem que ele seja.