O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 03/09/2020
Os filósofos alemães Adorno e Horkheimer propõem o conceito de “indústria cultural”, cujas idéias estão relacionadas com a padronização de valores comunicados pela mídia. Nesse sentido, influenciadores digitais, produtores de conteúdo do YouTube, Instagram e Facebook estão inseridos no contexto atual, possuem milhões de seguidores, principalmente compostos por públicos jovens. Portanto, é importante analisar o impacto que esses influenciadores têm na vida dos jovens brasileiros, cada vez mais conectados às redes sociais.
Conhecendo o poder dos influenciadores digitais, a empresa está investindo nessas celebridades para promover seus produtos devido à ampla influência do público e capacidade de moldar comportamentos, pois conseguem abordar os seguidores de forma natural e inspirar seus desejos, os fazendo acompanhar as tendências da moda e do estilo de vida. A grande publicidade por parte dessas celebridades prova isso, mas os pais devem orientar seus filhos para que não sejam o simples alvo dessa estratégia de marketing, que muitas vezes abandona a moral em nome do incentivo ao consumo.
Além disso, vale mencionar o preconceito dos “youtubers”, que podem ajudar a moldar o caráter dos jovens de forma fragilizada. Um exemplo é Júlio Cocielo, cujas piadas foram consideradas racistas e tiveram impacto negativo na mídia. Comportamentos como esses são inaceitáveis porque reforçam estereótipos e distorcem a visão de mundo dos jovens, confirmando assim a visão de Adorno de que a cultura popular não só nos torna menos inteligentes, mas também imorais.
Portanto, está claro que os influenciadores digitais têm o poder de persuadir e motivar os jovens brasileiros a agirem. Portanto, cabe aos pais e familiares verificar o conteúdo dos vídeos assistidos nas plataformas online e lembrar aos filhos que prestem atenção às manipulações da mídia para transformar arte em mercadoria e estimular o consumo alienando o público. Espera-se que isso desenvolva uma inteligência emocional entre os jovens, permitindo que façam escolhas e julgamentos sábios e fiquem longe da “indústria cultural”.