O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 04/09/2020
No cenário dos avanços tecnológicos e do advento da internet, o acesso ao meio digital se tornou cotidiano e naturalizado, transformando as relações sociais e incentivando novos empreendimentos on-line, como os influenciadores digitais. Conforme a ideia, o uso das redes sociais como profissão está se popularizando, entretanto, a influência desses profissionais impacta não só nas escolhas de consumo dos jovens, mas também na formação da personalidade desse público. Desse modo, não há dúvidas de que o impacto dos influenciadores possui um viés negativo, fato que deve ser atenuado.
Em primeira análise, o marketing sofreu transformações decorrente a popularização do meio digital. Nesse sentido, os influenciadores digitais adquiriram grande relevância entre os jovens, de modo que incentivam, por meio das publicações e divulgações, o consumo de produtos estéticos ou alimentícios, sendo por vezes pouco necessário. Ademais, conforme uma pesquisa da Youpix, cerca de 90% dos brasileiros, com idade entre 18 e 34, já foram impactados por influenciadores, por meio das redes sociais. Dessa forma, é indispensável que se pensem em ações para amenizar a influência desses profissionais sobre os jovens, a fim de atenuar também o consumismo exacerbado.
Em segunda análise, com a hodierna dependência das mídias sociais, os jovens se inspiram em personalidades on-line para sua formação social. Acerca disso, é notório que com a intenção de aumentar o engajamento e a popularidade, os influenciadores transparecem o desejado status de riqueza, o qual pode ser conquistado por meio do consumo, sendo além dos produtos, uma busca por satisfação pessoal. Outrossim, segundo o sociólogo Baudrillard, o consumo se transformou na moral do mundo. Sob essa ótica, os jovens almejam o “ter” em detrimento do “ser”, como uma forma de parecer com os formadores de opinião. Logo, nota-se a necessidade de ações que conscientize os indivíduos, a fim de incentivar o pensamento autônomo.
Em virtude dos fatos mencionados, algumas atitudes devem ser tomadas para amenizar os impactos negativos dos influenciadores digitais na formação dos jovens. Portanto, é cabível ao Ministério da Educação por meio da Base Nacional Comum Curricular, propor a inclusão do Planejamento Financeiro na grade curricular da Educação Básica, de modo a ensinar acerca do consumo consciente e incentivar as escolhas autônomas. Além disso, por meio de debates e palestras propor a tratativa de temas transversais para o uso consciente das redes sociais, a fim de incentivar a racionalidade dos jovens frente as influências do meio digital. Feito isso, possivelmente, os impactos negativos desses profissionais sobre os indivíduos serão atenuados.