O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 04/09/2020

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a exploração trabalhista torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Sendo assim, é de necessário preservar pela segurança dos conteúdos publicados na internet, bem como comprometer esse público juvenil a desenvolver uma opinião particular. Somente assim os direitos dos cidadãos serão preservados segundo as leis públicas.

Em primeiro lugar é válido reconhecer que a insegurança nas páginas da internet limita a cidadania do indivíduo, uma vez que esta significa, na prática, viver com dignidade. No livro Cidadão de papel, Gilberto Dimesntein afirma que – apesar da Declaração Universal dos Direitos Humanos e de todos os modernos códigos legais que regem o país – o Brasil ainda é negligente quando o assunto é a infidelidade das informações publicadas em redes sociais, já que esse é o local em que há maior concentração dos influenciadores, por isso a cidadania ainda não saiu do papel. Logo, é substancial a mudança desse quadro.

Em segundo plano, a ausência da opinião própria do indivíduo é um problema que tem que ser resolvido. Segundo o portal Comunique-se – empresa online jornalística – mais da metade dos consumidores utilizam as redes sociais – habitat dos influenciadores - para instigar suas decisões de compra, isso mostra que a o cidadão é incapaz de desenvolver uma opinião particular e o país não age com comprometimento para mudar esse cenário, assim, ele ainda persiste. Desse modo, é imprescindível a quebra desse paradigma.

Portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática. Assim, é necessário que as famílias – em parceria com as instituições acadêmicas- verificarem o conteúdo dos vídeos assistidos nas plataformas on-line e alertem os filhos sobre a manipulação que existe na mídia para transformar a arte em mercadoria e estimular o consumo por meio da alienação das massas. Somente assim, notar-se-á uma sociedade de jovens com uma inteligência emocional que permita fazer escolhas e julgamentos criteriosos, afastados da “indústria cultural”.