O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 05/09/2020

Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens reflete essa realidade, uma vez que persiste influenciado pela alienação do público jovem, além de apresentarem padrões consumistas e materialistas nas redes sociais.

Em resumo, o influenciador digital é aquele que possui um público fiel e engajado em seus canais online e, em alguma medida, exerce capacidade de influência na tomada de decisão de compra de seus seguidores. Por causa dessa influência, as empresas começaram a investir neles para que divulgassem seus produtos para as massas influenciadas, esse fato é visto em várias publicações nas redes sociais. E por causa disso, o aumento do consumismo se torna inevitável.

De acordo com uma pesquisa de 2018, a qual foi realizada pelo Pew Research Center, cerca de 85% dos jovens afirmaram que a plataforma “Youtube” é a mais utilizada por eles. Porém, muitos dos “youtubers” usam seus canais para compartilharem conteúdos preconceituosos como discriminação de raça, gênero, religião, discurso de ódio e “fake news”. Exemplo disso é Júlio Cocielo, cujas piadas foram consideradas racistas e repercutiram negativamente na mídia.

Diante dos fatos mencionados, é necessário que os pais analisem os conteúdos que seus filhos assistem. E por meio das ferramentas de bloqueio das próprias plataformas, restringir os conteúdos que podem interferir na mentalidade de seus filhos. O Ministério da Educação e as escolas públicas e privadas, através de palestras realizadas por psicólogos e os professores, devem instruir seus alunos sobre os malefícios e as formas de persuasão da internet. Espera-se, com isso, que a mentalidade dos jovens sejam menos suscetíveis às estratégias dos influenciadores digitais.