O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 18/09/2020

O livro O cidadão de Papel, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que o impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens afeta a sociedade como todo. Assim seja pelo fato deles manipularem os jovens para comprarem produtos, seja pela falta de instrução oferecida para a população, o problema permanece silenciosamente afetando grade parte da população e exige uma reflexão urgente.

Primeiramente, questões sociais estão intimamente ligadas ao impacto dos influenciadores digitais . Nesse âmbito, a cegueira moral, fenômeno exposto por José Saramago em sua obra ”Ensaio sobre Cegueira“, caracteriza a alienação da sociedade frente às demais realidades sociais, a qual é fomentada pela pouca orientação da população. Logo, é mister providenciar uma reconfiguração no ensino para formar indivíduos conscientes e auto reflexivos, capazes de intervir e melhorar a sociedade.

Em segundo lugar, é preciso atentar que uma das causas que corrobora para o problema é a manipulação dos jovens pelos criadores de conteúdo digital. Segundo Gilberto Dimenstein, jornalista e criador do portal Catraca Livre, o grande mal do cidadão é a banalização do olhar, é não enxergar as mazelas sociais como o impacto dos influenciadores digitais. Nesse sentido, é necessário que medidas imediatas sejam tomadas para que a sociedade de modo geral possa usufruir de seus direitos.​

Fica claro, portanto, que os influenciadores digitais têm poder de persuadir e inspirar o comportamento dos jovens brasileiros. Por isso, cabe aos pais e familiares verificarem o conteúdo dos vídeos assistidos nas plataformas onlines e alertar os filhos sobre a manipulação que existe na mídia para transformar a arte em mercadoria e estimular o consumo por meio da alienação das massas. Espera-se com isso desenvolver nos jovens uma inteligência emocional que permita fazer escolhas e julgamentos criteriosos, afastados da “indústria cultural”. ​