O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 14/09/2020

O livro “O Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas do Brasil contemporâneo. Nesse sentido, entende-se que os influenciadores digitais impactam a vida dos jovens, e a sociedade, por conseguinte. Assim, é necessário analisar que seja pela grande utilização das redes sociais, seja pela idealização da vida presente nas postagens, o entrave vem silenciosamente desrespeitando a vida plena da população, pois esse grupo, muitas vezes, faz mal uso da sua influência.

Primeiramente, cabe ressaltar que as mídias digitais ganharam muito destaque com a popularização da internet. Dessa forma, personalidades que acumulam seguidores recebem mais destaque e, consequentemente, influência. Sendo assim, o púbico ao qual aquele indivíduo interage tende a assimilar as ações de seu ídolo às suas, o que é comprovado pela pesquisa realizada pela Youpix em que cerca de 50% dos jovens, entre 18 e 34 anos, entrevistados usa em seu cotidiano a opinião de um influenciador digital como avaliação durante a compra de um produto. Logo, entende-se que o acesso à internet aumentou a relevância de algumas pessoas, e por conseguinte a capacidade que tal possui de manipular àqueles ao seu redor.

Em segundo lugar, o ambiente virtual proporciona uma visão seletiva da realidade. Sendo assim, nem tudo é publicado, pois não renderia o alcance almejado, isso acaba passando uma imagem superficial da realidade. Deste modo, os usuários - na maioria jovens - têm uma visão alienada de seus ídolos, entendendo aquilo como a única e melhor forma de viver. A exemplo, há as inúmeras campanhas publicitárias às quais os “influencers” participam e conseguem resultados impressionantes devido à imagem que possuem e a relevância que ela possui. Então, compreende-se a influência dos famosos digitais serve como ferramenta de controle da opinião social.

Em suma, a problemática existe, e precisa ser revista. Portanto, cabe ao Governo, por meio de campanhas digitais - para aproveitar o engajamento -, explicar e incentivar aos jovens e sua família que consumam seu conteúdo de maneira consciente, e tenham ciência dos perigos dos impactos dos influenciadores no seu dia a dia, a fim de que não sejam usados como massa de manobra e, tenham controle sobre sua própria opinião. Somente assim, notar-se-á uma melhora significativa do cenário em questão próximo ao discutido por Dimenstein em sua obra “O Cidadão de Papel”.