O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 18/09/2020

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o poder de persuasão dos influenciadores digitais na formação dos jovens, torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela dominação das redes sociais, seja pela romantização de atitudes consumistas entre os jovens por meio de estratégias de marketing, o problema permanece afetando grande parte dos jovens e exige uma reflexão urgente.

Em primeiro lugar, é importante destacar que a dominação das redes socias, através da contribuição dos ‘‘influencers’’, corrobora de uma forma intensiva para o entrave. Isso porque os blogueiros possuem uma força na mídia devido ao grande alcance de público, e muita da vezes produzem conteúdos que prendem os adolecentes na telinha. De acordo com um levantamento realizado pela Cuponation, o brasileiro está entre os dois primeiros no ranking da população que fica mais tempo nas redes sociais. No entanto, os pais devem conduzir os filhos para não se tornarem alvos fáceis dessa artimanha de markenting.

Outrossim, vale ressaltar a romantização de consumo exagerado entre os jovens por meio de estratégias. Isso  acontece devido ao marketing digital realizado pelos meios digitais que usualmente associam, de maneira inconsequente, marcas e produtos a um viés de satisfação pessoal, idealizando, assim, o consumismo nessa faixa etária. Segundo  Pesquisa da Youpix,  aproximadamente 60% dos jovens de 18 a 34 anos já usaram influenciadores digitais como fonte para conhecer uma marca ou produto. Dessa forma, os jovens são incentivados a consumirem, uma vez que assim esperam, erroneamente, atingirem a felicidade.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com as escolas, promover campanhas para alertar as crianças e adolescentes sobre os malefícios do uso acrítico das mídias sociais, por meio de debates a serem ministrados por  psicólogos e professores. Sendo feito isso, alcançar-se-á o objetivo dos jovens serão menos suscetíveis à influência dos meios virtuais.