O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 20/09/2020

É inegável que o mundo vive a era da informação em que a todo momento os indivíduos absorvem diversos conteúdos direto de uma tela, seja de computadores, tablets ou celulares. No entanto, é preciso reconhecer que apesar da internet ser uma importante ferramenta para interações no mundo contemporâneo, ela pode ser nociva, principalmente aos jovens. Sendo assim, não é razoável que, o governo e sociedade não se posicionem diante as problemáticas acerca disso.

Primeiramente, cabe ressaltar o alcance online, os influenciadores digitais podem chegar a ter milhões de seguidores em suas redes sociais, por isso, as celebridades virtuais são instrumentos de propaganda para diversas marcas. Porém, a falta de uma legislação para regulamentar esse tipo publicidade apresenta diversos problemas, entre eles, o incentivo a uso de medicamentos, não sendo incomum blogueiras indicando o uso de fármacos indiscriminadamente em suas postagens, principalmente os para emagrecer.

Esse tipo de divulgação, além de perigosa, reforça padrões estéticos como forma de alcançar a realização pessoal. Ademais, a ausência de fiscalização por parte das redes faz com que postagens com conteúdo nocivo viralize no meio online. Porém, enquanto as mídias não se posicionarem sobre o que seus usuários divulgam, será comum postagens com incitação ao ódio e também relativação de abusos como aceitáveis.

Dado exposto, é responsabilidade do governo junto ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR), formular leis para regulamentar a publicidade no âmbito virtual, afim de diminuir as propagadas que de alguma forma sejam prejudiciais a quem assista. Além disso, as plataformas precisam revisar o conteúdo divulgado por seus usuários e, classifica-los por faixa etária caso seja necessário, ou exclui-los se apresentarem incitações à violência ou discurso de ódio, impedindo assim que jovens sejam expostos à postagens prejudiciais ao desenvolvimento pessoal.