O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 14/09/2020
A primeira lei de Newton (lei da inércia) afirma que todo corpo tende a permanecer em movimento, a menos que uma força atue sobre ele modificando o seu deslocamento. De maneira análoga, quando se discute no Brasil sobre os impactos dos influenciadores digitais na vida dos jovens, observa-se a aplicação deste princípio, uma vez que muitas questões permanecem em aberto sem que haja uma intervenção, como o aumento do consumo digital e a padronização de um modelo de vida ideal em relação a posses e bens, fatores que podem trazer aos usuários consequências negativas. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
Num primeiro momento, pode-se observar que para a maioria das pessoas, o acesso a internet deixou de ser uma opção e se tornou, de certa forma, uma exigência, acarretando no aumento do número de usuários. O grande problema dessa questão é que dessa maneira todos os indivíduos se tornam mais influenciáveis pelos “famosinhos” das redes sociais, que em diversas situações, por exemplo, são contratados por empresas e lojas para divulgar produtos em forma de vídeos e fotos em seus perfis, o que contribui para um aumento do consumismo, uma vez que os produtos deixam de ser uma necessidade e passam a ser um símbolo de status, assim como descrito por Zygmunt Bauman, “consumo, logo existo”.
Ademais, Percebe-se que as constantes postagens expondo um padrão de vida perfeito vêm crescendo cada vez mais e mais nesses aplicativos de convívio social, o que promove não só impactos financeiros aos usuários, mas também psicológicos, que podem vir a ter pensamentos depreciativos ao se compararem com o que veem no seu “feed”, por não possuírem as mesmas condições financeiras e padrões de vida, vendo como algo inalcançável e gerando certo senso de insuficiência ou até mesmo de incapacidade.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Em primeiro lugar é de extrema importância que o Ministério da Educação promova projetos de educação financeira nas escolas por meio de incentivos fiscais e fornecimento de materiais, com a finalidade de combater o consumo desenfreado acarretado pela grande exposição nas mídias. Outrossim é de suma importância que a família juntamente com as instituições de ensino, desenvolvam um trabalho conjunto e constante a partir de materiais, conversas, palestras e reuniões abordando sempre os temas relacionados com saúde mental, comportamento e desenvolvimento dos indivíduos, a fim de promover um estado de conforto e segurança independentemente das influências externas.