O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 16/09/2020
Segundo Zygmunt Bauman, a contemporaneidade vive como um fluido cuja facilidade possui em se modelar conforme a realidade aparente. Outrossim, a teoria da modernidade líquida menciona e justifica como essa sociedade pode ser, consequentemente, moldada conforme contextualizado, podendo ser flores, ou espinhos - pertinente conceito utilizado por influenciadores digitais. Em vista disso, entende-se a existente irresponsabilidade de tais influenciadores para manter o bem estar da população, induzindo do marketing agressivo, usos irregulares e contraditórios da persuasão para fins cabíveis de retorno financeiro sobre seu público apoiante. Portanto, esses atos pouco limitados são responsáveis pela manipulação incisiva e irregular do poder de compra desse público, tornando-os desnecessariamente dependentes - justificados pela inflada generalização ramificada. Desse modo, limitações devem ser imprescindíveis.
Ademais, é preciso, primeiramente, compreender entrelinhas ocasionadas pelas propagações sofistas e difusas feitas por influenciadores digitais. Isso porque impactam diretamente no poder de compra. Dessa maneira, é compreendido que, segundo o pai do liberalismo John Locke, as massas não devem possuir sua propriedade privada infringida, uma vez que a existência deste parte diretamente de escolhas e finalidades próprias, cuja abrangência é abstrata do pensamento ou de simples decisões. Por isso, é irrefutável como tais adventos praticados por influenciadores são contraditórios, tendo em vista como a sociedade é impulsionada a consumir ferozmente, comprovado de acordo com estudo realizado pela Youpix, em que 64% dos jovens entre 18 e 34 anos já usaram influenciadores digitais como opção de consulta, e 34% desses mesmos realizaram compras por recomendação de influenciadores. Logo, é indiscutível que, embora, influenciadores sejam de extrema importância para conscientizar positivamente a sociedade em um mundo globalizado, porém, por serem a melhor ponte entre marca e consumidor, são excelentes ferramentas de marketing, porém usados de maneira deplorável.
Dessarte, torna-se essencial que seja limitado e extirpado o domínio inapropriado de influenciadores digitais sobre seu consumidor, uma vez que para este torna-se, consequentemente, desvantajoso e prejudicial. Isto posto, o Governo, por instância máxima da administração judiciária, deve impor rígidas limitações para empresas agentes do recorrente uso inadequado de influenciadores digitais, restringindo informações e comportamentos que abusam da vulnerabilidade do consumidor, objetivando que estes possam navegar em uma rede globalizada - sem conturbações. Afinal, com um público livre para residir de suas próprias decisões, teremos um cenário reflexo da equidade recíproca no mercado.