O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 18/09/2020

O advento dos influenciadores digitais trouxe benefícios e desafios à sociedade, sobretudo para a parcela da população que faz uso das redes sociais para mercar produtos, baseando-se nas opiniões e propagandas feitas por tais “influencers”. Sobre estes, discute-se sobre seu poder de persuasão em determinadas situações e impacto na vida pessoal do jovem brasileiro.

Expandido no Brasil entre os anos de 2016-2017, os “influencers” digitais já induzem cerca de 64% dos jovens brasileiros entre 18 e 34 anos, segundo a plataforma digital Youpix. Em consequência disso, vê-se a todo instante jovens compartilhando opiniões e notícias análogas as palavras dos  influenciadores, sendo que muitas destas são falsas e distorcidas, procurando manipular a situação a seu favor.

Outra preocupação existente é o aumento do consumismo exagerado  da população que vem progredindo nos últimos anos devido ao aumento de posts digitais para exibição de produtos encarecidos e poco duráveis. Devido a produção em massa e consumo desenfreado, foi implantado no corpo social a chamada obsolência psicológica. Esta é, quando o consumidor, mesmo com seu produto em perfeito estado, sinta a necessidade de comprar outro mais atual, geralmente essa vontade surge por meio de pessoas ou anúncios que criticam o modelo anterior.

Outro fator existente, é a obsolência técnica praticada por algumas empresas. Nela, os produtos são denegridos pela própria corporação, fazendo com que clientes sejam influenciados a comprarem produtos mais caros em função da qualidade. Um exemplo disso foi ocaso da Apple, empresa de dispositivos eletrônicos, que assumiu que deixava os servidores dos eletrônicos mais lentos, assim, a venda de produtos mais modernos e caros seria mais lucrativa.

Em virtude dos fatos mencionados, têm-se uma necessidade de formulações de leis menos flexíveis para as empresas que praticam a obsolência técnica, diminuindo na população a necessidade de  comprar objetos mais caros e atuais. Faz-se preciso, também, um reforço na ética dos influenciadores digitais, para que não haja distorção dos fatos e notícias sucedidas que induzem jovens a acreditar num acontecimento errôneo. É prudente, também, que os familiares dos jovens responsabilizem-se pela orientação adequada sobre as manipulações psicológicas feitas pela “indústria cultural” e seus colaboradores, tornado-os assim, emocionalmente estáveis e ajuizados.