O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 21/09/2020

Na obra “Utopia”, escritor inglês Thomas More, é retratado uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, oque se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o Influenciador digital apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos More. Nesse sentido, diante de uma realidade instável e temerária que mescla conflitos nas esferas sobre os influenciadores serem seguidos por milhares de jovens e, como o próprio nome já diz, eles, por meio dos vídeos, influenciam muitos jovens, analisar seriamente as raízes e os frutos dessa problemática é medida que se faz imediata.

Segundo um estudo realizado pela Ford, 64% dos jovens desejam ter um impacto no mundo. Isso acaba gerando uma correlação entre os influenciadores digitais e os jovens dessa geração. Por desejarem causar um impacto no mundo, muitos deles buscam maneiras virtuais de compartilhar suas ideias e sabendo da força dos influenciadores digitais, as empresas estão investindo nessas celebridades para divulgar seus produtos, devido ao grande alcance de público e na capacidade que eles têm de moldar comportamentos, já que conseguem se aproximar dos seguidores de uma forma natural e que desperta vontade de acompanhar as tendências de moda e estilo de vida.                               Além disso, é válido citar casos de atitudes preconceituosas de “youtubers”, que podem contribuir para a construção do caráter do jovem sob alicerces frágeis. Exemplo disso é Kefera Buchmann cuja foi acusada de racismo e repercutiu negativamente na mídia. Comportamentos como esse são inaceitáveis, pois reforçam estereótipos e distorcem a visão de mundo dos jovens, confirmando a ideia de Adorno, que a cultura de massa não apenas nos torna menos inteligentes, mas também incapazes de agir moralmente.                                                                                                                                         Fica claro, portanto, que os influenciadores digitais têm poder de persuadir e inspirar o comportamento dos jovens brasileiros. Por isso, cabe aos pais e familiares verificarem o conteúdo dos vídeos assistidos nas plataformas onlines e alertar os filhos sobre a manipulação que existe na mídia para transformar a arte em mercadoria e estimular o consumo por meio da alienação das massas. Espera-se com isso desenvolver nos jovens uma inteligência emocional que permita fazer escolhas e julgamentos criteriosos, afastados da “indústria cultural”.  Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do influência negativa, e a coletividade alcançará a Utopia de More.