O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 19/09/2020
Com a disseminação da internet em todo o mundo e com o acesso facilitado via smartphone, é cada vez mais comum os jovens ficarem horas e horas “mergulhados” no mundo digital. Por conta disso, muitos adolescentes e até crianças usam o mundo online para compartilhar com outras pessoas suas opiniões, talentos e sonhos. Essa realidade levou ao surgimento de uma nova profissão: os influenciadores digitais. Etas pessoas são seguidas por milhares de usuários e, em muitos casos, influenciam adolescentes e crianças. Por conta disso, deve-se manter medidas de auxílio para que o mundo digital não se torne nocivo aos seus usuários.
É importante ressaltar que, de acordo com estudo conduzido pelo Pew Research Center entre março e abril de 2018, o Youtube é a rede social mais utilizada pelos jovens americanos. Cerca de 85% dos adolescentes que participaram da pesquisa disseram usar o site de compartilhamento de vídeos. O Youtube está no smartphone, no notebook e até mesmo na TV, trazendo conteúdos diversos que atingem os mais diferentes perfis de crianças e jovens. A questão é que esses influenciadores digitais apresentam um impacto significativo na vida dos filhos, pois eles são tidos como ídolos e exemplo para muitas pessoas. As vezes, conteúdos inadequados podem ser incentivados por influenciadores, leando cada vez mais pessoas a compactuarem com determinadas atitudes, ou até mesmo atos criminosos, como aliciação de menores e pedofilia. Um exemplo disso é o Youtuber Júlio Cocielo, cujas piadas foram consideradas racistas e repercutiram negativamente na mídia. Comportamentos como esse são inaceitáveis, pois reforçam estereótipos e distorcem a visão de mundo dos jovens, confirmando a ideia de Adorno, que a cultura de massa não apenas nos torna menos inteligentes, mas também incapazes de agir moralmente.
Em suma, os influenciadores digitais têm poder de persuadir e inspirar o comportamento dos jovens e adultos. Por isso, cabe aos pais e familiares verificarem o conteúdo dos vídeos assistidos nas plataformas onlines e alertar os filhos sobre a manipulação que existe na mídia para transformar a arte em mercadoria e estimular o consumo por meio da alienação das massas. E quando possível, alterar a configuração para o modo infantil, que filtrará, de acordo com a faixa etária, quais conteúdos devem ser exibidos para os utilitários. Deve-se