O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 20/09/2020
Os filósofos Adorno e Horkheimer criaram o conceito de “indústria cultural”, na qual a ideia está relacionada a uma padronização de princípios transmitidos nos meios de comunicação. Por esse viés, estão inseridos no atual contexto os influenciadores digitais, eles produzem conteúdos para o Instagram, YouTube e Facebook, possuem milhões de seguidores, composto principalmente pelo público jovem. Assim é importante analisar o impacto dos influenciadores na vida dos jovens, cada vez mais conectados ao mundo digital.
Sabendo do impacto que os influenciadores digitais tem, as empresas estão investindo nessas celebridades para marketing de seus produtos. Devido ao grande alcance de público e na capacidade que eles têm de modelar comportamentos, já que conseguem se aproximar dos seguidores de uma forma natural e que desperta vontade de acompanhar as tendências de moda e estilo de vida. Isso fica evidente pela quantidade de publicidade que esses famosos fazem, no entanto, os pais devem orientar os filhos para não se tornarem alvos fáceis dessa estratégia, que muitas vezes, deixam a moral de lado em nome do estímulo ao consumo.
Além disso, é válido citar casos de atitudes preconceituosas de “youtubers”, que podem contribuir para a construção do caráter do jovem sob origem frágeis. Exemplo disso são Kéfera e Gusta Stockler, que foram acusados de racismo ao participarem de uma paródia da música “Work”, de Rihanna, publicada no canal da youtuber em 2016. No vídeo, Gusta interpreta o rapper Drake, que participa da música ao lado de Rihanna. Internautas acusaram o youtuber de fazer “blackface”. Comportamentos como esse são inaceitáveis, pois distorcem a visão de mundo dos jovens, confirmando a ideia de Adorno, que a cultura de massa não apenas nos torna menos inteligentes, mas também incapazes de agir moralmente.
Fica evidente, portanto, que os influenciadores digitais tem poder de inspirar o comportamento dos jovens. Por esse motivo, cabe aos pais e familiares verificarem o conteúdo dos vídeos assistidos nas plataformas onlines e alertar os filhos sobre a manipulação que existe na mídia para transformar a arte em mercadoria e estimular o consumo por meio da alienação em massa. Espera-se com isso desenvolver nos jovens uma inteligência emocional que permita fazer escolhas e julgamentos criteriosos, afastados da “indústria cultural” e longe de qualquer tipo de preconceito.