O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 21/09/2020
Vivemos numa época em que o acesso à internet é possível a grande maioria da população graças a sua democratização, e a grande clientela dela são as novas gerações, ou seja, jovens e adolescentes. Diante disso, muitas pessoas, de diferentes idades, passaram a fazer da internet seu instrumento de trabalho e se transformando nos chamados “digital influencers”, passando a mostrar seu dia-a-dia aos seus seguidores, atraindo muitos olhos para si, atraídos pela curiosidade de saber como eles vivem, se comportam, do que gostam e também o que pensam. O problema é que muitos desses olhos não têm um olhar crítico e não filtram o que será absorvido da internet ou não.
Vendo a forte influência que essas pessoas passaram a ter sobre os chamados “seguidores”, muitas empresas passaram a pagar a elas pra divulgarem seus produtos, eventos, dentre outras coisas, visto o grande alcance de público e a capacidade que eles têm de moldar comportamentos, já que conseguem se aproximar dos seguidores de uma forma natural e que desperta vontade de acompanhar as tendências de moda e estilo de vida. Porém, isso pode se tornar algo tóxico e perigoso, visto que muitos pensamentos e formas de se enxergar as coisas podem entrar na mente dos jovens sem mesmo que os pais se deem conta disso. A internet se tornou uma porta de entrada, mas é preciso que os pais analisem sua tranca e procurem saber qual tipo de conteúdo a criança ou o jovem tem consumido.
As famílias devem orientar os filhos para que estes não se tornem alvos fáceis dessa estratégia de marketing, que muitas vezes, deixam a ética de lado em nome do estímulo ao consumo. Dito isso, Leandro Karnal afirma que é o papel dos familiares retratarem a sociedade de forma verdadeira, para que não haja ilusões despertadas na juventude. Ou seja, quanto mais diligente a família explicar às crianças e jovens que marcas não costumam enviar presentes para suas casas e que um vídeo ou foto publicados nem sempre terão muitas curtidas, menor a probabilidade desses indivíduos se espantarem com a vida quimérica de alguns influenciadores. Com isso, é indispensável que os agentes parentais tenham esse papel incisivo na vida dos jovens.
É preciso então que a sociedade crie e aperfeiçoe formas que tendam a reduzir os impactos causados pelos “digital influencers”. Compete, assim, ao Ministério da Educação intensificar propagar a importância de vincular a educação digital à preservação da saúde mental. Desse modo, cabe a esse órgão promover frequentemente eventos nas escolas brasileiras, para que sejam passadas as instruções necessárias a uma navegação segura e saudável na internet. Busca-se com isso desenvolver nos jovens uma inteligência emocional que permita fazer escolhas e julgamentos criteriosos, afastados da “indústria cultural”.