O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 17/09/2020

Os filósofos Adorno e Horkheimer criaram, em 1947, o termo “Indústria Cultural", definindo-a como um sistema político e econômico que tem por finalidade produzir bens de cultura como mercadorias e estratégias de controle social. Análogo à esse conceito, estão presentes no campo atual, final do século XXI, os influenciadores digitais - criadores de conteúdo, influentes sobre milhões de seguidores, por meio de plataformas digitais. Sendo assim ,é perceptível que a obediência cega leva à manipulação social, problemas estes que devem ser ser revistos.

Em primeira análise, é claro que a força dos influenciadores digitais promove uma alienação em massa na população compradora. Segundo estudo feito pela Youpix, especialista no mercado de criadores de conteúdo, foi apresentado que 64% dos jovens brasileiros de 18 a 34 anos já usaram influenciadores digitais como uma fonte para conhecer uma marca ou produto, e que 48% dos jovens já fecharam uma compra levando em consideração as dicas compartilhadas pelos criadores de conteúdo. Isso evidencia como a opinião comprada dos influenciadores é amplamente acatada sem nenhum questionamento por parte dos influenciados.

Outrossim, a alienação populacional desencadeia seres sem o poder do questionamento, criando assim uma sociedade conformista. De acordo com a frase do escritor, jornalista e ensaísta político inglês, George Orwell, ‘‘a massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa…’’, infere-se, portanto, que as pessoas alienadas e consumistas geram lucros para as grandes marcas de produtos, que por sua vez pagam por seus comerciais de televisão, radio e anúncios na internet, impondo ideais consumistas às pessoas. Sendo assim, observar-se-á uma urgência na tratativa da problemática.

Por isso, cabe aos pais e familiares verificarem o conteúdo assistidos nas plataformas onlines, por meio de uma supervisionamento maior alertando os filhos sobre a manipulação que existe na mídia para transformar a arte em mercadoria e estimular o consumo por meio da alienação das massas. Espera-se com isso desenvolver nos jovens uma inteligência emocional que permita fazer escolhas e julgamentos criteriosos, afastados da “indústria cultural”. Dessa forma, notar-se-à que a implantação de tais medidas melhoram a agravante no país.